Trading Alphabet deverá bater Facebook e Amazon em bolsa

Alphabet deverá bater Facebook e Amazon em bolsa

Aposte as suas fichas na Alphabet. É o que defende o Credit Suisse, que elegeu esta acção como a sua favorita no sector da internet.
Alphabet deverá bater Facebook e Amazon em bolsa
Bloomberg
Mariana Adam 18 de abril de 2017 às 13:15
A performance abaixo dos seus principais concorrentes ao longo de 2016 é uma das principais razões que leva o Credit Suisse a acreditar que 2017 será um grande ano para a gigante tecnológica que detém a Google e o Youtube.


O banco suíço de investimento revela que os títulos da Amazon foram os que mais valorizaram o ano passado: 44%. Já as acções do Facebook subiram 29%. A Alphabet registou resultados mais tímidos, ao crescer 10%, ao longo de 2016.


O Credit Suisse acredita que a Alphabet terá um dos três melhores desempenhos em bolsa e coloca o preço-alvo nos 1.100 dólares.

Numa nota enviada aos clientes, o banco aumentou a sua estimativa de receitas para a Alphabet nomeadamente, diz, por acreditar no sucesso do recém-anunciado YouTube TV - serviço de streaming -, mas também porque prevê uma contribuição maior que o esperado do negócio que não o das pesquisas no Google, incluindo a 'cloud' do Google e Google Play.

O banco defende que os investidores devem ter em conta que o YouTube, Google Play e a Cloud da Google (embora muitas vezes ofuscadas pelas tradicionais pesquisas do Google) podem vir a representar um terço da receita total da empresa dentro de três anos. A empresa deverá revelar as contas relativas ao primeiro trimestre fiscal já a 27 de Abril.

O boicote de grandes empresas à publicidade no YouTube – tais como PepsiCo, Walmart, Starbucks, AT&T, Verizon, GSK, Johnson & Johnson, Enterprise, Loreal, Coca-Cola e Volkswagen – é a mais forte nuvem no horizonte da empresa que tem tudo para ter um ano memorável.


Alguns investidores receiam que esta reacção dos anunciantes possa contagiar o negócio de busca do Google ou afectar o lançamento do serviço de TV online do YouTube, esperado para este ano.

 

O protesto começou no Reino Unido, onde foi noticiada a associação dos anúncios a vídeos extremistas, mas estendeu-se aos Estados Unidos, depois do Wall Street Journal ter noticiado que continua a haver vídeos do Youtube com publicidade de marcas associada a conteúdo extremista ou inadequado. Para tentar minimizar os efeitos desta polémica a Google anunciou que vai apertar o controle e contratar mais pessoas para a sua área de análise de conteúdos para introduzir mudanças na inteligência artificial que está por detrás do algoritmo que determina os vídeos aos quais os anúncios são associados.


Em Portugal, a APAN - associação de anunciantes - referiu não ter recebido dos seus associados queixas por causa dos anúncios, mas já várias firmas vieram a público falar dos perigos para as marcas desta junção no Youtube. O Google e Facebook pesam cerca de 70% das receitas publicitárias online em Portugal. 

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