Telecomunicações Altice acusa rivais de usarem “os seus meios de comunicação para veicular os seus interesses”

Altice acusa rivais de usarem “os seus meios de comunicação para veicular os seus interesses”

A dona da Meo garante que está “totalmente disponível para colaborar” com a Autoridade da Concorrência. E acusa os concorrentes de “pressão sem precedentes” sobre os reguladores nas últimas semanas.
Altice acusa rivais de usarem “os seus meios de comunicação para veicular os seus interesses”
Miguel Baltazar
Sara Ribeiro 18 de outubro de 2017 às 13:33

A Altice está confiante que a compra da Media Capital cumpre os critérios da regulação portuguesa. E garante que se "encontra  totalmente disponível para colaborar construtivamente com a Autoridade da Concorrência (AdC ) de forma a levar o procedimento regulatório relativo à Media Capital a uma conclusão positiva", lê-se no comunicado enviado esta quarta-feira às redacções, no seguimento do parecer inconclusivo da ERC.

No entanto, volta a apontar o dedo aos rivais: "Tomámos nota da pressão sem precedentes que impendeu sobre os reguladores nas últimas semanas, por parte de concorrentes, que utilizaram os seus próprios meios de comunicação para veicular os seus próprios interesses", acrescenta a dona da Meo sem detalhar o nome dos grupos a que se refere.

A reacção da Altice surge depois de ter sido noticiado que o regulador dos media não tinha chegado a consenso sobre a avaliação da compra da dona da TVI pela Meo. O processo avança, desta maneira, por deferimento tácito, transitando para a AdC.

No mesmo comunicado, a Altice sublinha que "o enquadramento regulatório português e europeu é bastante claro e este caso deverá ser analisado apenas com base nos factos e no mérito". Neste contexto, "a AdC é quem melhor se posiciona para analisar esta transacção na sua totalidade e determinar se, e que, condições serão necessárias", acrescenta.

A dona da Meo também se manifesta confiante de que a AdC irá avaliar a transacção "de foram objectiva, de acordo com as já bem consolidadas leis portuguesas e europeias". "Portugal possui um enquadramento regulatório claro e reguladores experientes, que dispõem das ferramentas necessárias para implementar e fazer cumprir as suas decisões", sustenta.

O grupo fundado por Patrick Drahi considera ainda que a compra da Media Capital, avaliada em 440 milhões de euros, "será altamente benéfica para Portugal, para a cultura portuguesa, para a economia portuguesa".

E, de forma resumida, aponta oito tópicos que, na sua opinião, exemplificam os benefícios da operação: "trará investimento directo para Portugal; salvaguardará e fará crescer os níveis de emprego no sector dos media em Portugal; promoverá o progresso na agenda digital de Portugal" e "tornará os conteúdos mais acessíveis para todos os portugueses".

O fortalecimento da criação de conteúdos locais portugueses e a eventual exportação dos mesmos para os mercados onde a Altice está presente são outros dos pontos elencados pelo grupo que sublinha que "garantirá um ambiente justo e competitivo no sector dos media em Portugal", e "protegerá valores portugueses fundamentais: pluralismo dos media, liberdade de expressão e liberdade editorial".




pub