Empresas Altice passa a deter 52,1% do capital do SIRESP. Estado fica com 33%

Altice passa a deter 52,1% do capital do SIRESP. Estado fica com 33%

A dona da Meo exerceu o direito de preferência na compra das participações da ESEGUR e da Datacomp. O Estado decidiu entrar no capital da rede de comunicações de emergência passando a deter a posição de 33% da Galilei.
Altice passa a deter 52,1% do capital do SIRESP. Estado fica com 33%
Carlos Manuel Martins/CM
Sara Ribeiro 01 de agosto de 2018 às 19:06

A Altice Portugal passou a ser a maior accionista do SIRESP - Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal. A dona da Meo anunciou esta quarta-feira que exerceu o direito de preferência na compra das participações da ESEGUR e Datacomp. Logo de seguida, o Estado anunciou que passou a deter 33% do capital.

Na sequência dos incêndios registados em 2017, em Outubro Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, já tinha admitido que o Estado poderia vir a ter uma posição accionista no SIRESP, como uma das medidas de prevenção e combate aos incêndios.

Nesse contexto, o Estado anunciou que vai assumir a posição accionista da Galilei, passando a deter 33% do capital social. "Na sequência da assunção desta posição accionista, o Estado passará a indicar dois membros do conselho de administração da SIRESP SA, um dos quais presidente, e dois dos três membros da comissão executiva", detalha o Governo.

No mesmo comunicado enviado às redacções, a Altice Portugal comenta que "em nada se opõe à entrada do Estado no capital". E garante que "manterá uma posição de total equilíbrio e cooperação com o Estado Português, tal como tem vindo a fazer proactivamente no desenho de soluções em conjunto, desde há um ano".

A ESEGUR e da Datacom, que no total detinham 21,55%, anunciaram que queriam vender a sua posição em assembleia geral no passado dia 18 de Julho. Segundo a Altice, tal como consagrado pelos estatutos da sociedade, comunicou o seu exercício de direito de preferência dentro do prazo previsto de 15 dias, lê-se no mesmo documento.

Agora, a dona da Meo passa a deter 52,1%, o Estado 33% e a restante fatia do SIRESP , de 14,90%, continua nas mãos da Motorola.



(notícia actualizada às 19:20)




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