Telecomunicações Altice tenta controlar totalidade da francesa SFR

Altice tenta controlar totalidade da francesa SFR

A oferta pretende controlar os remanescentes 4,1% da empresa francesa que, tal como vai acontecer com a Meo, dará lugar até ao final de 2018 à insígnia comum Altice.
Altice tenta controlar totalidade da francesa SFR
Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes 11 de agosto de 2017 às 11:50
Depois de ter conseguido ampliar a sua presença no capital da empresa francesa SFR, a Altice – que em Portugal detém a Meo e comprou a Media Capital – vai lançar uma oferta para comprar o remanescente das acções na companhia gaulesa.

De acordo com um comunicado divulgado esta quinta-feira, 10 de Agosto, no site da Altice, a empresa liderada por Patrick Drahi conseguiu esta semana finalizar acordos com accionistas da SFR para reforço da sua posição por troca por acções comuns da Altice, o que lhe garantiu 95,9% da empresa.

A partir do momento em que detém 95% da SFR, o accionista tem de lançar a "offre publique de retrait" (oferta pública de compra), no âmbito da qual a Altice manifestou a vontade de registar uma oferta de 34,5 euros por cada acção da SFR que ainda não controla. Uma intenção que prometeu formalizar em Setembro junto da autoridade francesa para os mercados.

O valor oferecido supõe um prémio de 9,2% em relação ao fecho de quarta-feira passada. A mesma dimensão que as acções dispararam já na sessão de ontem, quinta-feira, elevando o preço por acção para pouco abaixo do valor oferecido: 34,35 euros. Esta sexta-feira, as acções recuam 0,06% para 34,33 euros.

A Finexsi vai assessorar a administração do grupo SFR na avaliação da oferta financeiras e a Perella Weinberg Partners será o conselheiro financeiro da companhia para esta transacção, acrescenta o comunicado.

A SFR-Société Française de Radiotéléphone foi fundada há 30 anos e vendida em 2014 à Altice pela Vivendi, tendo-se fundido meses depois com a Numericable (já então controlada pela Altice). Tal como vai acontecer com a Meo em Portugal, a marca SFR vai desaparecer até ao fim de 2018, unificando-se sob a insígnia Altice.

Esta semana a Bloomberg avançou a possibilidade de a Altice prolongar a sua recente maré de compras com a aquisição – não confirmada – da Charter Communications nos EUA. No mercado nacional, depois de comprar a PT Portugal/Meo em finais de 2014, a Altice anunciou a 14 de Julho a compra da Media Capital por 440 milhões de euros e lançou uma OPA sobre a Media Capital a 2,5546 euros por acção.

A situação laboral na PT/Meo – com a transferência de 150 trabalhadores do grupo para outras empresas recorrendo à figura de transmissão de estabelecimento, e agora a proposta de saída de 400 colaboradores – tem motivado nas últimas semanas protestos dos funcionários da Altice em Portugal, que levaram em Julho à realização da primeira greve em 10 anos.



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