Telecomunicações Altice vai alargar rede de fibra nos EUA com tecnologia portuguesa

Altice vai alargar rede de fibra nos EUA com tecnologia portuguesa

A dona da Meo anunciou que vai investir num plano de expansão de rede de fibra óptica de alta velocidade nos EUA durante os próximos cinco anos. A tecnologia vai ser exportada de Aveiro.
Altice vai alargar rede de fibra nos EUA com tecnologia portuguesa
Miguel Baltazar/Negócios
Sara Ribeiro 30 de Novembro de 2016 às 16:30

A Altice USA, a quarta maior operadora dos EUA, anunciou esta quarta-feira, 30 de Novembro, que vai investir na actualização das redes da Optimum (ex-Cablevision) e da Suddenlink. O objectivo do grupo francês passa por substituir a totalidade da rede das duas operadoras por fibra óptica de alta velocidade.

A tecnologia, com velocidade até 10 gibabits por segundo, foi desenvolvida em Portugal, mais concretamente em Aveiro no Altice Labs, antiga PT Inovação.

"A tecnologia (hardware) utilizada no "deployment" da fibra nos EUA, assim como as aplicações de gestão de rede, qualidade de serviço e alarmística foram desenvolvidas e produzidas pela Altice Labs em Portugal", disse ao Negócios fonte oficial da PT Portugal.

O objectivo da Altice é levar esta tecnologia desenvolvida em Portugal aos 4,6 milhões de casas dos clientes espalhados por 20 estados norte-americanos durante os próximos cinco anos. O grupo francês não divulgou os valores de investimento.

Segundo a imprensa norte-americana este é o maior plano de desenvolvimento de fibra apresentado por um operador neste mercado. E o plano anunciado esta quarta-feira vai pressionar as rivais, nomeadamente a Verizon.

Como o Wall Street Journal relata, com uma ligação de 1 gigabit por segundo um cliente pode fazer o "download" de um filme em 30 ou 40 segundos. Com a nova tecnologia que a Altice vai exportar (de 10 gigabits por segundo) consegue descarregar em segundos enquanto que com a actual rede da Verizon (50 megabits por segundo) pode demorar 14 minutos.

No final do ano passado a Meo anunciou que ia alargar a sua actual rede de fibra a mais 3 milhões de casas no território português até 2020. Os valores da expansão em Portugal também não foram divulgados.

(Correcção: No último parágrafo onde se referia "mais 3 milhões de casas no território português até 2017" deve ler-se 2020)




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Sempre a mesma banha da cobra, É 10Gbit a dividir por X clientes, quando for necessário os 10Gb vem o Sr. Patrick Drahi dizer que o cliente tem de pagar mais, porque ele não gosta de pagar. A tecnologia também já existia , não foi desenvolvida na Alice, foi sim na PT Inovação e levou rebranding

pub
pub
pub
pub