Telecomunicações Altice nega planos para entrar em bolsa nos Estados Unidos

Altice nega planos para entrar em bolsa nos Estados Unidos

A Reuters avançou que a companhia de Patrick Drahi preparava-se para lançar uma oferta pública inicial, mas a Altice rejeita esta intenção.
Altice nega planos para entrar em bolsa nos Estados Unidos
André Cabrita-Mendes 21 de Outubro de 2016 às 13:30

A Altice veio a público garantir que não está a preparar uma entrada em bolsa nos Estados Unidos. A companhia de telecomunicações reagiu assim à notícia da agência Reuters que avançava que a empresa estava a estudar uma oferta pública inicial (IPO).

"Estamos focados na integração dos nossos activos e na sua execução. Não estamos a planear nada neste momento", disse fonte oficial da Altice ao Negócios esta sexta-feira, 21 de Outubro.

As compras da Altice levaram a companhia a acumular dívida, actualmente em quase 50 mil milhões de euros. A empresa é controlada pelo francês Patrick Drahi e detida em 30% pelo português Armando Pereira. Foi em Junho de 2015 que a Altice comprou a PT Portugal por um valor total de 5,7 mil milhões de euros.

A fúria compradora da Altice tem sido imparável, tanto em França, como nos Estados Unidos entre outros países. Em França, comprou a operadora de telecomunicações móvel SFR por 21,9 mil milhões de dólares.

Nos Estados Unidos, comprou primeiro a operadora de cabo Suddenlink por 9,1 mil milhões de dólares. Depois, entrou em 20 estados norte-americanos ao comprar a quarta maior operadora de cabo do país, a Cablevision, por 17,7 mil milhões de dólares.

A entrada em bolsa permitiria à Altice USA continuar a expandir-se nos Estados Unidos, com a compra de médias empresas de telecomunicações, conforme avançou a Reuters. Além da Altice, a Altice USA conta com investidores como a BC Partners e o Canada Pension Plan Investment Board.

A Altice USA conta com mais de 18 mil trabalhadores, opera em 20 estados, e conta com 4,3 milhões de clientes residenciais e 350 mil empresariais, detendo também várias televisões e jornais. Em 2015, gerou 8,93 mil mihões de receitas.




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