Media Altice/Media Capital: Ministro diz que Governo não se pode substituir a reguladores

Altice/Media Capital: Ministro diz que Governo não se pode substituir a reguladores

O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, afirmou esta terça-feira que o Governo não pode substituir-se aos reguladores da comunicação social, numa referência ao negócio de compra do grupo Media Capital pela Altice.
Altice/Media Capital: Ministro diz que Governo não se pode substituir a reguladores
Bruno Simão/Negócios
Lusa 07 de novembro de 2017 às 16:04
Na audição parlamentar sobre o Orçamento do Estado para a Cultura para 2018, o ministro da Cultura - que tutela a comunicação social - foi questionado pelo PSD sobre aquele negócio.

"O Governo deve aguardar o parecer das entidades reguladoras e da Autoridade da Concorrência, a quem cabe a última palavra se o negócio da Altice viola ou não os princípios da concorrência. Não cabe ao Governo substituir-se aos reguladores", sublinhou o ministro da Cultura.

O grupo Altice, que comprou há dois anos a PT Portugal, anunciou em Julho que chegou a acordo com a espanhola Prisa para a compra da Media Capital, entre outros meios.

A operação, que a empresa espanhola avalia em 440 milhões de euros, não foi ainda validada pela Autoridade da Concorrência.

O Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) também não chegou a consenso sobre a operação, já que era necessário que os três membros estivessem de acordo.

Na audição parlamentar, que se prolongou por cinco horas, o ministro da Cultura recusou ainda qualquer ideia de governamentalização da RTP.

"A tutela tem uma função inspiradora. Não nos ingerimos nos conteúdos noticiosos, pelo contrário. Há uma completa desgovernamentalização da RTP. (...) Não estamos a governamentalizar quando dizemos que a RTP tem hoje uma visão virada para a cultura", afirmou o ministro.

Sobre a RTP e a agência Lusa, o ministro disse que a intenção do Governo é fortalecer ambas "numa lógica de serviço público".

"A RTP tem uma gestão equilibrada e um financiamento estável (...) A Lusa tem um projecto de cofinanciamento assegurado através de um aumento de 20,3% na sua indemnização compensatória", afirmou.



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comentários mais recentes
joseotto Há 2 semanas

Coitado , a sua afirmação foi a porta de saída que conseguiu arranjar!Como se ,neste país .e em todas as áreas onde exercem actividade(?)os reguladores tenham minimamente regulado alguma coisa !

Reguladores? Há 2 semanas

Reguladores do quê? Acabem com essa parasitagem que só dá despesa e não serve para nada.

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