Bolsa Altri e Navigator atingem novos máximos

Altri e Navigator atingem novos máximos

Nunca a Altri valeu tanto em bolsa, numa altura em que a Navigator também está em máximos de 2015. As empresas continuam a beneficiar dos aumentos dos preços da pasta e do papel, bem como do alívio do euro.
Altri e Navigator atingem novos máximos
Miguel Baltazar/Negócios
Sara Antunes 10 de outubro de 2017 às 10:50

As acções da Altri estão a subir 0,96% para 5,351 euros, tendo já tocado nos 5,395 euros, o que representa o valor mais elevado de sempre da empresa co-liderada por Borges de Oliveira e por Paulo Fernandes (que também é líder da Cofina – dona do Jornal de Negócios).

 

A actual cotação da Altri coloca a empresa a valer um pouco mais do que mil milhões de euros, em termos de capitalização bolsista. E eleva para 38,54% a subida desde o início do ano. Sendo que a grande subida das acções está a ser verificada desde 8 de Setembro, altura em que tocou um mínimo de Dezembro, a reflectir essencialmente a subida do euro contra o dólar, uma evolução que penaliza sobretudo a Altri.

 

E a subida recente das acções desta cotada tem sido acompanhada por uma liquidez elevada, tendo trocado de mãos cerca de um milhão de títulos por dia nas últimas quatro sessões, o que compara com uma média diária de 323,5 mil nos últimos seis meses.

Mas este é um comportamento partilhado também pela Navigator, sendo uma evolução de sector. As acções da empresa liderada por Diogo da Silveira estão a subir 0,69% para 4,35 euros, tendo já negociado nos 4,379 euros, o que corresponde ao valor mais elevado desde Maio de 2015. As subidas recentes – desde 8 de Setembro que aprecia 22% - elevam para 37% o ganho desde o início do ano.

 

Ainda esta segunda-feira, 9 de Outubro, o CaixaBI decidiu melhorar as estimativas da ex-Portucel, devido aos aumentos desde o início deste ano dos preços da pasta e do papel.

 

Assim, o CaixaBI prevê que a Navigator feche o ano com um volume de negócios de 1,6 mil milhões de euros, mais 3% do que no ano passado. Já o EBITDA deverá melhorar em 0,76% para 400 milhões de euros. Os lucros deverão cair 11% para 194 milhões de euros.




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