Banca & Finanças Amado e Faria de Oliveira: o que importa é a qualidade dos accionistas, não a nacionalidade

Amado e Faria de Oliveira: o que importa é a qualidade dos accionistas, não a nacionalidade

Os bancos portugueses estão a ser capitalizados por investidores estrangeiros mas os responsáveis da banca acreditam que não há problemas advindos das nacionalidades.
Amado e Faria de Oliveira: o que importa é a qualidade dos accionistas, não a nacionalidade
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 23 de Novembro de 2016 às 12:21

Foi uma declaração repetida aos jornalistas por parte dos banqueiros e ex-banqueiros à margem do Fórum Banca, organizado pelo Jornal Económico e a PwC: "o que importa é a qualidade e não a nacionalidade" dos accionistas.

 

Questionado devido à entrada da Fosun no seu capital, com o grupo chinês a adquirir 16,7%, Nuno Amado afirmou que a "nacionalidade tem de ser bem diversificada". A sua preocupação é uma e não a nacionalidade do investidor: qualidade.

 

Fernando Faria de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), falou no mesmo sentido: "a nacionalidade é muito menos relevante" do que outros factores como a solidez financeira, a credibilidade e a reputação do investidor. "O que importa é a qualidade e não a nacionalidade".

 

Especificamente sobre a Fosun, dona da Fidelidade e da Luz Saúde e agora principal accionista do BCP, Faria de Oliveira afirmou que a sua "credibilidade não tem sido posta em causa".

 

As declarações desta quarta-feira foram feitas depois de, no dia anterior, o líder da APB ter dito que os bancos estão a reestruturar-se e a procurar atrair capital. "[Procura-se] atrair investidores que não são os que desejaríamos mas que são os investidores que, por várias razões, interessam".

António Ramalho, que preside ao Novo Banco também em processo de venda e com interessados vindos da China, dos EUA e de Portugal, também afirmou que "a largura da base accionista é algo positivo". E afirma que a génese do país faz com que seja "expectável" que a banca portuguesa seja "aquela que tem mais geografias representadas no seu capital".

 

Neste momento, o BPI está sob uma oferta do catalão CaixaBank, que é já o seu maior accionista; o Novo Banco encontra-se em venda; o BCP tem a Fosun como principal dono logo seguido da Sonangol (e ambos dando sinais de que pretendem reforçar as respectivas participações). 

Na intervenção que teve no Fórum Banca, António Ramalho acrescentou que a discussão sobre a nacionalidade dos investidores na banca não deve ir além das conclusões que os supervisores retiram da avaliação da idoneidade. Se é dada idoneidade, não pode haver mais questões.

 

António Vieira Monteiro, que lidera o Santander Totta detido por capitais espanhóis, diz que não faz sentido "levantar barreiras à entrada de accionistas, seja qual for a origem". A ideia que interessa é o respeito pelas regras de mercado em vigor.

 

Do Banco CTT, Luís Pereira Coutinho também defendeu a diversificação accionista. Até pelo olhar dos clientes: "Não acho que seja completamente indiferente para os clientes a matriz de base dos bancos. As pessoas têm preferências diferentes". 

(Notícia actualizada às 12:57 com mais informação)




A sua opinião4
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 1 semana

por outras palavras:
Os pequenos accionistas bcp (BCPatos) só servem para ser explorados

comentários mais recentes
J.SILVA Há 1 semana

Como é que este grande f. da puta do Amado, sem desrespeito pela mãe que não tem anda a ver com o crápula do filho, ostraciza deste modo os pequenos acionistas e Portugal. Porque como diz e bem um comentador é muito diferente os dividendos ficarem cá a saírem. Este tipo é um louco muito perigoso.

Anónimo Há 1 semana

Coitados dos chineses, n sabem com quem se meteram, este Amado é conhecido por pilhar, em média, mil milhões por ano aos acionistas, nos últimos 5 anos. Um Craque portanto...Até tenho pena deles...

Anónimo Há 1 semana

E também não importa a nacionalidade quando os dividendos saem do País para os estrangeiros?

Anónimo Há 1 semana

por outras palavras:
Os pequenos accionistas bcp (BCPatos) só servem para ser explorados

pub
pub
pub
pub