Banca & Finanças Amado quer entidades ligadas ao BES a assumir custos com Novo Banco

Amado quer entidades ligadas ao BES a assumir custos com Novo Banco

"E a do Novo Banco é uma realidade muito particular, muito especial, que não se pode expandir para o resto do sector", frisou o líder do BCP.
Amado quer entidades ligadas ao BES a assumir custos com Novo Banco
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 19 de abril de 2017 às 13:02
O presidente do BCP considerou hoje não fazer sentido que accionistas de outros bancos suportem custos do Novo Banco, sem que entidades ligadas ao BES o façam, quando questionado sobre a actual negociação com obrigacionistas do banco.

"Não tenho informação sobre o processo do Novo Banco, mas não faz sentido os accionistas dos outros bancos suportarem custos sem que as entidades que estavam à volta do BES tenham também algum suporte", disse Nuno Amado, quando questionado sobre a negociação que está em curso com os obrigacionistas do Novo Banco para a transformação da dívida e sobre a possibilidade desta situação por em causa a confiança de investidores.

Nuno Amado disse ainda que "cada instituição é uma instituição" e que "não há um sistema financeiro, há diversos bancos com diversas realidades".

"E a do Novo Banco é uma realidade muito particular, muito especial, que não se pode expandir para o resto do sector", frisou, sustentando ainda que nos últimos meses a situação teve uma evolução positiva, dando como exemplos a recapitalização do próprio BCP, a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e a evolução do BPI.

O negócio de venda do Novo Banco à Lone Star prevê a alienação de 75% do banco ao fundo norte-americano, ficando o Fundo de Resolução com 25% (posição que poderá alienar a qualquer momento a um privado).

Contudo, a concretização do negócio ainda está a sujeita a três condições.

Uma delas passa por uma troca de obrigações com vista a melhorar o capital do Novo Banco em 500 milhões de euros, o que implicará penalizações para os seus detentores.

É esperado que seja brevemente apresentada a oferta de troca de obrigações aos seus detentores - sejam clientes institucionais ou de retalho -, desconhecendo-se ainda pormenores da operação.

Por exemplo, poderá ser proposto um corte de juros ou aumento de maturidades dos títulos ou até uma solução que implique as duas modalidades. Também poderá ser proposto uma alteração no preço da obrigação.

Os obrigacionistas serão confrontados com o dilema de, caso não aceitem a solução proposta, o Novo Banco poder ser liquidado, com implicações também para os seus investimentos.

Para já, com o contrato de promessa de compra e venda que foi assinado foi conseguido que desaparecesse o prazo de 2 de Agosto de 2017 para o banco ser vendido ou liquidado, existindo o prazo indicativo da venda ser concretizada até ao final do ano, que pode ser dilatado.



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comentários mais recentes
Cheira a esturro Há 5 dias

Estava entusiasmado até aparecer (de novo) o Amado. Quando aparece é porque algo de mau está para acontecer. O bom não precisa de ser noticiado os grandes já se teriam enchido e pelas ultimas quantidades transacionadas (fracas) tal não aconteceu, o que virá?

ACORDEM ..... não vão em bocas foleiras Há 5 dias

ACORDEM a DBRS vai subir o rating do BCP e de PORTUGAL ACORDEM se querem ganhar muito $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$ a CRISE ACABOU o MILENIUM vai QUINTUPLICAR

J. SILVA Há 5 dias

O Amado não tem credibilidade. O seu percurso no BCP reflecte grande incompetência técnica como falta de honorabilidade. Anda à 6 anos a restruturar o banco com os resultados que se conhece e existe a percepção que tudo está na mesma. Quando aparece com baboseiras é porque existe mau tempo no BCP.

pertinaz Há 5 dias

POIS...

MAS NÃO FOI ISSO QUE A DUPLA COSTA/MARTELO PROMETERAM AO SALGADO&CIA

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