Tecnologias Amazon abre loja sem caixas de pagamento

Amazon abre loja sem caixas de pagamento

É já esta segunda-feira que a Amazon vai abrir a sua loja física sem caixas de pagamento, depois de mais de um ano em testes.
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Negócios 21 de janeiro de 2018 às 18:41

A Amazon vai abrir esta segunda-feira, 22 de Janeiro, em Seattle, nos Estados Unidos da América, a loja que não tem caixas de pagamento, abrindo um novo conceito de retalho, o que os analistas antecipam já poder ser uma mudança para o sector.

 

Designada de Amazon Go, o conceito assenta em tecnologias, com câmaras e sensores que vão debitando, na aplicação, o que é retirado das prateleiras. A Amazon garante que a tecnologia está preparada para tirar da lista de compras um item que entretanto tenha sido posto, de volta, na prateleira, antes de sair da loja.

A loja em Seattle vai dispensar, por isso, pessoas a processar os pagamentos. Através da aplicação, os clientes pagam as compras. A aplicação está ligada a um número de cartão de crédito.

Como funciona? Quando entra na loja o cliente tem de passar num scanner o código da aplicação Amazon Go, abrindo-se a porta de entrada. A loja é composta por artigos de alimentação, mas na secção de vinhos e cerveja há um trabalhador a pedir a identificação para verificar a idade. As câmaras e sensores vão monitorizando as prateleiras e o que cada pessoa retira ou volta a colocar para ir actualizando a lista de items que vão ser comprados. À saída, é feito o fecho da compra e debitado o valor, sem ter de voltar à aplicação. 

A Amazon está a testar o conceito há mais de um ano. Isto num movimento que tem vindo a fazer nas lojas físicas e depois de ter adquirido a cadeia Whole Foods no ano passado por mais de 13,7 mil milhões de dólares.

De acordo com a Reuters, não foi revelado quando e onde a Amazon instalará mais unidades Go, tendo reiterado não ter a intenção de aplicar este conceito e tecnologia às lojas Whole Foods.

A loja abriu, para testes, a trabalhadores no passado dia 5 de Dezembro de 2016. E na altura admitia que o público poderia começar a utilizar a unidade em 2017. Mas, de acordo com a Reuters, alguns desafios tiveram de ser resolvidos, como o de identificar correctamente os clientes com semelhanças corporais.

Mas Gianna Puerini, vice-presidente da Amazon Go, disse numa entrevista que a loja funcionou "muito bem" na fase de teste, em resultado do trabalho feito desde há quatro anos. "A tecnologia não existia", declarou essa responsável, sustentando que se tratou de um desenvolvimento grande na área de aprendizagem das máquinas e de visão computacional. O que permite, exemplificou a responsável numa visita à loja com a Reuters, que dois produtos muito semelhantes – um café Starbucks com creme e outro sem creme, mas numa embalagem idêntica – sejam reconhecidos distintamente pela tecnologia. "A tecnologia da Amazon aprendeu a diferenciá-los", explicou.

 

A loja de 167 metros quadrado está localizada no edifício da Amazon. Segundo a empresa, "criámos a tecnologia mundialmente mais avançada de compras, para que não tenha de esperar na fila".




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comentários mais recentes
Anónimo 09.02.2018

Não deveriam estas tecnologias pagar mais imposto uma vez que isto a ser aplicado levará para o desemprego milhares de pessoas e como consequência uma diminuição de descontos para os sistemas sociais dos Estados?

hmmm 22.01.2018

Tudo tretas, não confio nestas novas tecnologias, pagar é com dinheiro.

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