Agricultura e Pescas Ambientalistas: a sardinha é de todos e não apenas dos pescadores

Ambientalistas: a sardinha é de todos e não apenas dos pescadores

As organizações não governamentais da área da pesca mostram-se chocadas com o facto de o Governo ter apresentado a sua proposta de gestão da sardinha apenas aos representantes dos pescadores.
Ambientalistas: a sardinha é de todos e não apenas dos pescadores
Miguel Baltazar
Manuel Esteves 29 de outubro de 2017 às 00:14
Para os ambientalistas, a forma como o Governo está a reagir ao parecer científico que aconselha a suspensão total da pesca não podia ser pior. Em comunicado divulgado ao final da tarde de sábado, a PONG-Pesca mostra-se muito preocupada com o facto do Governo propor um limite de captura de 14 mil toneladas, desrespeitando "os pareceres científicos e adiando a resolução de um problema que poderá resultar numa paragem na pesca da sardinha por muitos anos". 

Mas a plataforma que reúne as organizações não governamentais da área da pesca eleva ainda mais o tom das críticas, manifestando "surpresa" e "indignação", pelo facto de ter sido colocada à margem deste processo. E, afirmam, os recursos marinhos pertencem a todos e não apenas a quem os explora do ponto de vista económico.

"Foi com muita surpresa e indignação que a PONG-Pesca tomou conhecimento" de que foram transmitidas aos representantes dos pescadores informações sobre as negociações mantidas até agora entre Portugal e Espanha, deixando de lado as entidades ambientalistas. "A Plataforma entende que se trata de uma comunicação que deveria ser  feita em sede própria – a Comissão de Acompanhamento da Sardinha", que é o órgão formal de gestão, com quem o Governo reúne regularmente e onde estão representadas as diferentes sensibilidades que giram em torno da pesca. 

"A PONG-Pesca reitera que este é o momento em que o governo deve assumir o seu papel de representante de todos os portugueses, protegendo e gerindo de forma sustentável recursos que são de todos". 

Pescadores querem pelo menos 17 mil toneladas

Já as organizações representativas dos pescadores defendem que o Governo deve ser mais permissivo. A Federação dos Sindicados do Sector da Pesca defendeu este sábado, em Peniche, um limite anual de capturas de sardinha para 2018 "pelo menos igual" ao estabelecido para 2017, de 17 mil toneladas, adiantando, porém, que o ideal seria 23 mil toneladas.

"Tendo em conta os sacrifícios que os pescadores têm feito nos últimos três anos, que o recurso melhorou e que os planos de gestão têm dado resultados e que a abundância de sardinha é muito maior do que nos últimos anos, as possibilidades de pesca para 2018 devem ser pelo menos iguais às de 2017", que foram de 17 mil toneladas, afirmou à agência Lusa Frederico Pereira, da comissão executiva da Federação dos Sindicatos do Sector da Pesca.







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mais votado Anónimo Há 2 semanas

Em 1º lugar podiam começar por perguntar a esses gajos dos ambientalistas como é que lhes cai o ordenado.
é a trabalhar duro como os pescadores ou sentados em qualquer lugar a mandar postas de pescada e nos a pagar-lhe os ordenado com os nossos impostos.
Acvho muita graça a esses betinhos sem calos nas mãos e sem saberem o que é trabalho gritarem berrarem muito coitadinho do planeta mas sem preocupação em encher a barriga do ganha pão que estragam.

comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

A ignorância é mesmo uma benção. Os ambientalistas trabalham em organizações não governamentais. Repito: não governamentais. Logo, não são pagos com impostos de contribuintes. Já os subsídios de paragem de que os srs pescadores tanto gostam são pagos com os descontos dos ambientalistas. E esta, hein

carlos Há 2 semanas

Boa noite ! Eu pergunto aos senhores se sabem bem do que estao a falar ? E sabem realmente o que se esta a passar ? Uma pessoa para fazer um juízo perfeito de qualquer situação tem de ouvir as duas partes , certo? A PONG pesca ficou surpreendida assim como toda a comissao de acompanhamento da

Anónimo Há 2 semanas

Em 1º lugar podiam começar por perguntar a esses gajos dos ambientalistas como é que lhes cai o ordenado.
é a trabalhar duro como os pescadores ou sentados em qualquer lugar a mandar postas de pescada e nos a pagar-lhe os ordenado com os nossos impostos.
Acvho muita graça a esses betinhos sem calos nas mãos e sem saberem o que é trabalho gritarem berrarem muito coitadinho do planeta mas sem preocupação em encher a barriga do ganha pão que estragam.

tristeza canhota Há 2 semanas



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