Banca & Finanças Ana Botín: "Nada muda para os clientes do Popular. Serão atendidos pelas mesmas pessoas"

Ana Botín: "Nada muda para os clientes do Popular. Serão atendidos pelas mesmas pessoas"

A presidente do Banco Santander garante que a operação, cuja proposta foi feita ontem, não tem qualquer garantia estatal. "É uma boa operação para os nossos accionistas", assegura Ana Botín.
Ana Botín: "Nada muda para os clientes do Popular. Serão atendidos pelas mesmas pessoas"
Reuters
Diogo Cavaleiro 07 de junho de 2017 às 11:48

"Nada muda para os clientes do Popular. Serão atendidos pelas mesmas pessoas que até hoje". A garantia é de Ana Botín referindo-se à compra do Banco Popular pelo Santander, concretizada no âmbito de uma medida de resolução.

 

Em conferência de imprensa, após a confirmação do negócio, a presidente do grupo bancário espanhol garantiu que não haverá impacto nos funcionários do Popular, que passam a ser quadro do Santander, nem nos clientes, que transitam também para o concorrente espanhol.

 

A transacção é feita por um euro, mas não envolve dinheiro público. "A operação não tem nenhuma garantia. É uma operação estritamente privada", afirmou a líder do grupo. Quem coloca dinheiro são os accionistas. O aumento de capital é de 7 mil milhões de euros, com direito de preferência aos actuais accionistas, será "para capitalizar e sanear o balanço do Popular integrado".

 

"É uma boa operação para os nossos accionistas", disse Ana Botín, acrescentando que o negócio se encaixe nos "objectivos estratégicos e financeiros" do grupo. No final de 2015, o Santander Totta, do grupo espanhol, adquiriu o Banif no âmbito de uma medida de resolução, sendo que ano e meio depois a compra é do Popular, igualmente na aplicação desse regime de solução de problemas bancários.

 

A oferta de um euro, com posterior reforço de capital, foi feita ontem após um leilão. A oferta de compra do Popular já estava a correr há semanas, mas não houve interessados, nem mesmo o Santander. Ontem, os supervisores europeus consideraram que só havia solução através de uma intervenção, depois da decisão do Banco Central Europeu de o determinar inviável. Aí o Santander entrou novamente, explicitou Ana Botín.

 
Em Portugal, o Banco de Portugal já assegurou que o impacto na filial nacional - o Banco Popular Portugal - não afectará as poupanças dos clientes.




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mais votado Anónimo 07.06.2017

Os contribuintes não pagam o resgate do banco falido. Mas os clientes, ao verem reforçada a posição privilegiada do Santander no mercado, ficam mais perto de virem a ser vitimas de um monopólio ou oligopólio bancário.

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jj 07.06.2017

Nada muda?? a não ser comissões taxas , taxinhas e tacholas....

Anónimo 07.06.2017

Esta velhota é que é a resgatante do banco falido que o mercado não quer nem precisa? Muito melhor do que fizeram em Portugal, mas em Portugal não existem empresas da envergadura de um Santander, organização muito bem estruturada pois está assente sobre os princípios de gestão lean onde a boa gestão de recursos humanos não é descurada. Perguntem ao Horta Osório, o mata sindicalistas, terror dos excedentários da banca por esse mundo fora.

Anónimo 07.06.2017

O Popular parece um banco português. Distribuem carreironas, carreiras e carreirazinhas, dão bónus a todos por igual e nunca despedem colaboradores em excesso cujo posto de trabalho deixou há muito de se justificar. Parece uma República Popular daquelas de África ou a própria República Popular Socialista da Albânia no seu pior.

Anónimo 07.06.2017

Bancos onde jamais existem excedentários mesmo que a tecnologia avance e o mercado mude drasticamente, são bancos acabados. O mesmo se verifica para qualquer outra organização pública ou privada.

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