Aviação ANA quer mais espaço aéreo para aumentar passageiros em Lisboa  

ANA quer mais espaço aéreo para aumentar passageiros em Lisboa  

O responsável da gestora dos aeroportos nacionais enumerou constrangimentos no aeroporto de Lisboa, começando pelo espaço aéreo, dividido com quatro bases militares.
ANA quer mais espaço aéreo para aumentar passageiros em Lisboa  
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 16 de novembro de 2017 às 14:57

 

O presidente da Comissão Executiva da ANA Aeroportos, Carlos Lacerda, afirmou hoje que com mais espaço aéreo será possível aumentar o número de passageiros em Lisboa, numa intervenção no Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo.

 

No encontro que decorre até sexta-feira em Coimbra, o responsável da gestora dos aeroportos nacionais enumerou constrangimentos no aeroporto de Lisboa, começando pelo espaço aéreo, dividido com quatro bases militares.

 

"Dêem-nos o espaço aéreo que nós fazemos crescer o número de passageiros em Lisboa", afirmou o responsável, notando que até à esperada entrada em funcionamento do aeroporto no Montijo, em 2022, ainda será possível o crescimento da infra-estrutura da capital.

 

"Se tivermos espaço aéreo, não vai ser por falta de investimento no solo que nós não vamos continuar a fazer o crescimento [em Lisboa]. Antecipando já isso, já começamos a fazer o investimento. Estamos à espera que alguém nos diga que vai haver mais espaço", acrescentou.

 

As bases militares criam limitações, segundo Lacerda, que comparou a situação com "ter uma auto-estrada de seis vias e apenas utilizar uma", ressalvando que, "mesmo que o espaço aéreo fosse totalmente libertado, é necessário que haja capacidade no controlo aéreo".

 

Decorre, assim, diálogo com a NAV, responsável pelo controlo de tráfego aéreo, e com a Força Aérea.

 

"O diálogo tem sido positivo e construtivo e a minha convicção é que nós teremos uma boa solução para Lisboa e uma boa solução para o país e, mais do que isso, teremos uma boa solução, que defende a importante missão da Força Aérea", informou o dirigente da ANA, na sua intervenção.

 

Carlos Lacerda acredita que haverá uma "boa convergência dos objectivos de todos os intervenientes".

 

Para o crescimento em Lisboa é, assim, necessário mais espaço aéreo e que o "plano de contingência para aumentar a capacidade de estacionamento seja colocado em operação", que pode passar pelo encerramento temporário da pista secundária.

 

"O terminal é uma situação que não nos preocupa, os investimentos estão a decorrer", explicou ainda o responsável, lembrando os trabalhos aprovados para mais portas de embarque, maior rapidez no controlo e uma zona mais ampla de 'check-in'.

 

A capacidade declarada do aeroporto Humberto Delgado é de 40 movimentos por hora, estando a operação média em 38 movimentos por hora. Lisboa pode crescer para "42/44 movimentos por hora", com a libertação do espaço aéreo.

 

Lacerda sublinhou ainda a necessidade do novo 'software' de controlo aéreo da NAV, previsto na proposta de Orçamento do Estado para 2018.

 

"Esses constrangimentos não dependem de nós. O que depende de nós já estamos a fazer", garantiu.

 

Outra possibilidade é o alargamento do horário para realização de voos, "uma medida que não requer 'software' adicional, mas tem que ver com o impacto que tem na qualidade de vida das populações".

 

"É um tema que tem de ser discutido com o Governo e com a Câmara Municipal de Lisboa", disse Carlos Lacerda, que à pergunta sobre se está já a ser discutido respondeu "não querer adiantar mais nada".

 




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comentários mais recentes
juan panvini Há 1 hora

Fechar a pista secundária temporariamente? Mas já está fechada a muito, quem sabe a 17-35, agora é estacionamento de aeronaves.

Novo aeroporto ? Para quê ? Há 4 horas

Está mais que visto que eles não sabem o que querem e muito menos do que precisam !

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