Telecomunicações Anacom propõe medidas para protecção das redes em caso de incêndios

Anacom propõe medidas para protecção das redes em caso de incêndios

Um conjunto de propostas vai ser remetido pela Anacom à Assembleia da República, Governo, municípios e operadores para que as redes de comunicações continuam activas mesmo quando há incêndios.
Anacom propõe medidas para protecção das redes em caso de incêndios
Bruno Simão
Alexandra Machado 20 de outubro de 2017 às 14:54
Depois dos incêndios deste Verão, a Anacom identificou um conjunto de medidas que podem ser tomadas para salvaguardar tanto quanto possível as redes de comunicações.

As propostas seguem para a Assembleia da República, Governo, autarquias e operadores.

Entre as medidas propostas, mas que têm de ser alvo de mudanças legislativas e consulta pública, estão o estabelecimento de uma faixa pavimentada em redor das estações de telecomunicações, com uma largura mínima adequada. A Anacom quer também que a lei preveja o corte e desbaste das copas das árvores e de arbustos próximos da estação e a remoção das folhas e ramos secos no interior da vedação das estações, tendo, ainda, de ser limpo o terreno à volta. Já se sugerem larguras mínimas, mas a título de exemplo.

A Anacom sugere, por outro lado, a fixação de requisitos para se substituir cabos aéreos por subterrâneos ou feixes de rádio e a partilha de trajectos nos cabos aéreos e alimentação eléctrica. A Anacom propõe que se determine tecnicamente a prioridade à instalação em traçado subterrâneo e não aéreo, "seja aquando da construção e instalação de novas redes, seja nos casos de reconstrução após incêndios ou outra calamidade", lê-se no comunicado da entidade reguladora, agora liderada por João Cadete de Matos.

Nas medidas propostas consta ainda a recomendação de colocação em cada poste de telecomunicações de um identificar geo-referenciado, com indicação do proprietário e contacto. Também junto dos postos em zonas de alta ou muita perigosidade de incêndio florestas deverá "ainda ser estabelecida uma faixa de protecção contra incêndios com uma largura adequada". Estes postos também devem ter fixados requisitos e procedimentos de protecção contra incêndios. 

"O objectivo destas medidas é minimizar as situações de interrupção de serviço nos locais em que as falhas teriam impactos mais graves para as populações, como é o caso das redes de emergência e das sedes de concelho, onde se concentram elementos que prestam serviços essenciais à comunidade: sede da autarquia; quartel dos bombeiros; hospital/centro de saúde/farmácia; autoridades de segurança; escolas e pavilhões de recolha da população; centros de abastecimento de mantimentos, combustíveis e outros bens essenciais".

A Anacom alerta para o facto de estas medidas exigirem "o envolvimento e consulta prévios de diversas entidades, públicas e privadas: Assembleia da República, Governo, municípios, operadores de comunicações electrónicas, fabricantes de máquinas e materiais, bem como dos instaladores". 

(Notícia actualizada às 15:20 com mais informações)



A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Ao sabor da maré Há 2 dias

Percebe-se...os incêndios deixaram o SIRESP e as telecomunicações a nu.
Mas agora vêm as cheias, e as trovoadas, ...talvez seja melhor pensarem em proteger a coisa contra todos os riscos...senão daqui a 1 mês vêm propor protecção contra as chuvas...