Banca & Finanças Analista da Jefferies diz que oferta do Novo Banco é “pegar ou largar”

Analista da Jefferies diz que oferta do Novo Banco é “pegar ou largar”

Tom Jenkins afirma numa breve nota sobre a operação que "parece ser uma oferta única, total e final. Usando uma linguagem mais informal conclui: "Talvez seja um cobarde, mas parece-me que é preferível aceitar a oferta".
Analista da Jefferies diz que oferta do Novo Banco é “pegar ou largar”
Bruno Simão/Negócios
André Veríssimo 25 de julho de 2017 às 19:06
A oferta do Novo Banco tem uma cenoura e um chicote, afirma Tom Jenkins, analista do mercado de dívida da Jefferies, numa nota divulgada pela Bloomberg. E analisando estas condições, considera que aceitar a oferta poderá ser a melhor opoção.

O Novo Banco anunciou na madrugada de terça-feira uma oferta sobre as obrigações seniores do banco, propondo-se a comprá-las por um valor próximo do valor de mercado, mas com perdas, em alguns casos significativas, em relação ao valor nominal. A operação visa conseguir o reforço do capital em 500 milhões de euros, uma condição essencial para que o negócio da venda à Lone Star se possa consumar.


"A cenoura é que estão a pagar um valor próximo do que as obrigações estavam a ser cotadas no mercado, logo não é nada muito punitivo em relação aos preços de ontem", escreve o analista. "Mas põem também um grande chicote. Parece ser uma oferta única, total e final. Não havendo sucesso, não há acordo com a Lone Star, acabou-se o Novo Banco. É preencher a oferta ou, literalmente, morrer".

Por isso, Tom Jenkins concede: "Talvez seja um cobarde mas parece-me que é preferível aceitar a oferta. Ou vender agora o mais perto possível do preço da oferta e deixar o risco de execução com outro".

O analista salienta o risco de o negócio com a Lone Start cair caso esta oferta não seja bem sucedida. "A Lone Star vai-se embora, o banco falha os mínimos regulamentares de capital e ou é resolvido ou liquidado", nota. E considera que "há uma séria e explicita ameaça aos obrigacionistas seniores no prospecto, lembrando os investidores de que não existe dívida subordinada do Novo Banco para absorver perdas".

Tom Jenkins salienta que para a operação ser considerada um sucesso o montante nominal de obrigações aceites na oferta terá de ser de pelo menos 6.276 milhões de euros, de um total 8.307 milhões. Ou seja, é necessário chegar a um nível de aceitação total de 75,5%.

Na sua opinião, a Lone Star "optou por uma oferta em dinheiro, à moda antiga, para realizar ganhos de capital e diminuir o encargo com juros em vez do ganho de capital contabilístico através de uma oferta de troca por títulos de maior maturidade e cupões mais baixos como estava a ser sugerido como possibilidade". 
 

No fim do relatório o analista deixa um "disclaimer" em como as opiniões expressas correspondem à sua opinião pessoal em relação aos instrumentos mencionados e que nenhuma parte da sua remuneração está ou virá a estar directa ou indirectamente relacionada com as opiniões expressas no relatório.




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comentários mais recentes
gatogato Há 3 semanas

Quem é o Tom Jenkins? O que é a Jefferies? E o que é a CrediSights? Porque é que são publicadas "análises" destas "casas de investimento" aparentemente desconhecidas em vez de gente mais conhecida na praça?

Anónimo Há 3 semanas

Não havia uns outros tagarelas histéricos que diziam que nestas mesmas condições oferecidas a Lone Star, eles próprios compravam o Novo Banco? Onde estão agora?

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