Construção Antiga Ascendi vende concessionária da auto-estrada da Beira Interior

Antiga Ascendi vende concessionária da auto-estrada da Beira Interior

A Lineas, da Mota-Engil e Novo Banco, concretizou a alienação aos espanhóis da Globalvia a participação na Scutvias e na empresa de portagem e de manutenção da A23.
Antiga Ascendi vende concessionária da auto-estrada da Beira Interior
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 20 de outubro de 2017 às 14:38

A antiga Ascendi, agora denominada Lineas, concretizou a venda de 22% da empresa que tem a concessão da A23, a Scutvias. A compradora é a espanhola Globalvia, que fica agora com uma participação de 77% na companhia.

 

"A Mota-Engil S.G.P.S., S.A informa que, após a obtenção de todas as autorizações legais e contratuais, a Lineas – Concessões de Transportes, SGPS, S.A. concluiu hoje a alienação à Globalvia Inversiones, SAU das suas participações na Scutvias – Auto-Estradas da Beira Interior, MRN – Manutenção de Rodovias Nacionais e Portvias – Portagem de vias", indica o comunicado da empresa presidida por Gonçalo Moura Martins. 

 

À Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Mota-Engil revela que "a transacção, efectuada com base na data de referência de 31 de Dezembro de 2016, implicou uma avaliação do activo agora alienado de 75 milhões de euros".

 

A Globalvia já era dona de mais de metade do capital da Scutvias, após a venda por parte da SDC, a antiga Soares da Costa. Agora, adquire os 22% da Lineas e fica com uma participação de 77,77%. O negócio, anunciado em Julho, já obteve todas as autorizações.

 

A concessão da auto-estrada - entre Abrantes e Guarda - iniciou-se em Outubro de 1999 e estende-se até 2035, segundo o comunicado da empresa espanhola.

 

Da parte da Mota-Engil e do Novo Banco, accionistas da Lineas, o que está em causa é o desinvestimento na área das concessões. "Com esta operação fica mais próxima a alienação total dos activos da área de negócios de concessões de transportes cujo processo se iniciou em Setembro de 2015", indica a empresa que tem a construção como principal negócio. 

As acções da Mota-Engil valorizam 1,38% para 3,3 euros.




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