Banca & Finanças António Domingues fala no Parlamento pela quarta vez sobre a CGD no dia 18

António Domingues fala no Parlamento pela quarta vez sobre a CGD no dia 18

O presidente que ficou durante quatro meses na Caixa Geral de Depósitos é ouvido novamente dentro de duas semanas. A audição é na segunda comissão de inquérito e deverá ser a última.
António Domingues fala no Parlamento pela quarta vez sobre a CGD no dia 18
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 03 de julho de 2017 às 18:43

António Domingues vai regressar ao Parlamento. Embora tenha estado apenas quatro meses à frente da Caixa Geral de Depósitos, esta será a quarta vez que vai ser ouvido sobre todo o período que antecedeu a sua entrada em funções e a sua demissão.

 

É para 18 de Julho que está agendada a audição na segunda comissão de inquérito à CGD. Será a quinta convocatória desta iniciativa parlamentar e a segunda vez que Domingues é chamado. Foi o próprio que iniciou a comissão, a 28 de Abril, e será ele, também, que, à partida, vai fechar os trabalhos.

Pelo meio, houve as inquirições a Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, ministro das Finanças, e Ricardo Mourinho Félix, o secretário de Estado Adjunto e das Finanças.

 

Os partidos ainda poderão enviar perguntas a entidades que, no arranque dos trabalhos, mostraram vontade em ouvir, como a consultora McKinsey e o escritório de advogados Campos Ferreira, Sá Carneiro, que trabalharam com Domingues no processo de capitalização que antecedeu a sua entrada em funções, que ocorreu apenas a 31 de Agosto e 2016. Elsa Roncon, que liderou a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, também era um dos nomes elencados, mas os partidos consideraram que não se justificava uma audição.

 

O PSD considerou que era ainda necessário ouvir Domingues e, por isso, haverá nova audição. Além das duas audições incluídas no segundo inquérito à CGD, o antigo vice-presidente do BPI foi ouvido no primeiro inquérito à Caixa e também na própria comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa.

 

Nessas audições, Domingues garantiu ter a ideia de que o Governo tinha aceitado excluir a obrigatoriedade da entrega no Tribunal Constitucional da declaração de património dos gestores da CGD. Foi o facto de não ter o apoio político, nem de São Bento nem de Belém, que levou o gestor a sair do cargo. "Mal seria se não acreditasse na palavra do Governo", disse.

 

A primeira comissão de inquérito, relativa às causas da capitalização de 3,9 mil milhões de euros, está a terminar – o relatório preliminar é entregue esta segunda-feira, 3 de Julho. Já a segunda, aquela onde vai decorrer esta audição e que se debruça sobre as garantias dadas pelo Executivo para a entrada em funções de Domingues e a sua equipa, também tem o término agendado para o corrente mês.




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comentários mais recentes
Invicta 03.07.2017

E tem adiantado alguma coisa? Pode lá ir as vezes que o chamarem, que só diz o que é para se saber. O resto, o que interessa, é entre ele e os politiqueiros que lhe arranjaram o tacho.

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