Banca & Finanças António Ramalho: “Oferta teve sucesso por ser fundamental, justa e definitiva”

António Ramalho: “Oferta teve sucesso por ser fundamental, justa e definitiva”

O sucesso da oferta de compra de dívida do Novo Banco foi resultado das características da operação e da estratégia de promoção adoptada, defende o líder da instituição. “O retalho aderiu em 95% e conseguimos ganhar o respeito dos institucionais”, sublinha António Ramalho ao Negócios.
António Ramalho: “Oferta teve sucesso por ser fundamental, justa e definitiva”
Sara Matos
Maria João Gago 04 de outubro de 2017 às 17:53

"O sucesso da oferta explica-se em três F. Foi uma oferta ‘fundamental, fair and final’", ou seja, fundamental, justa e definitiva. É desta forma que o presidente do Novo Banco, António Ramalho, explica, em declarações ao Negócios, o êxito da operação de compra de dívida que permitiu gerar uma folga de solidez de 500 milhões de euros para a instituição.

 

"Foi uma oferta fundamental porque conseguimos explicar como era importante os obrigacionistas contribuírem para um banco mais sólido. Justa porque ao fazermos uma oferta em dinheiro permitimos que os investidores fizessem uma análise directa face ao preço de mercado dos títulos. E final porque durante toda a operação não mudámos uma única linha da nossa estratégia, apesar de todas as pressões que fomos sofrendo", concretiza o banqueiro.

 

Estas características permitiram, segundo António Ramalho, "que a adesão dos investidores de retalho à operação chegasse a 95%". Este contributo foi importante para que o Novo Banco conseguisse concretizar o principal objectivo desta oferta, mas não foi suficiente, já que os pequenos obrigacionistas tinham menos de 45% da dívida que a instituição pretendia adquirir.

 

Assim, foi importante atrair os grandes obrigacionistas. "Conseguimos ganhar o respeito dos institucionais mantendo a mesma proposta do início ao fim da oferta", sublinha o líder do Novo Banco.



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mais votado Pipo 05.10.2017

Mentiroso! Ele e os jornalistas que não denunciam o que realmente se passou.

Para conseguir o objetivo de 500M, o NB não precisava de comprar 75% das obrigações. As contas estão ao alcance de qualquer um e na verdade as poupanças foram de 2500M sendo que 400M foram diretos em diferença de capital e o resto em juros que deixam de pagar até 2050. Ou seja, "roubaram" os obrigacionistas muito mais do que era preciso.

Também houve contrapartidas nos depósitos a prazo oferecidos aos particulares mas apenas aos que não votassem contra nas AG servindo assim como argumento de chantagem. E também nas negociatas diretas com os fundos de investimento que supostamente suportariam a operação. Com isto muitas vendas foram aprovadas em AG de forma compulsiva assegurando o "roubo" aos que não queriam colaborar.

E assim se explica a adesão de 95% dos particulares. Eu não queria vender e fui obrigado assim como muitos outros que soube esperarem pelo último dia na esperança de não serem obrigados.

comentários mais recentes
Anónimo 10.10.2017

Continuo a ser cliente do Novo Banco ,só por que quase me obrigam a tal , mas a partir do momento em que o valor da obrigações ,passe a depósito a prazo , tiro de lá o restante capital investido em depósitos , e quando em 2022 terminar o prazo deste que irá brevemente ser feito , deixo lá as conta

Lusitano 05.10.2017

Grande sucesso esta oferta do Novo Banco.

Em 2018 o regresso aos lucros.

Parabéns

Anónimo 05.10.2017

O Novo Banco andou a ameaçar os clientes que caso não se alcançasse os 75% o Banco seria resolvido e perderiam tudo. Afinal não era assim. Não se alcançou os 75% e o banco não foi resolvido. Ou seja andaram a enganar os clientes. Se calhar daqui a 3 anos quando os depósitos se vencerem, vai haver
muito dinheiro a sair do NB por falta de confiança neste Diretores e Administradores.

Pipo 05.10.2017

Mentiroso! Ele e os jornalistas que não denunciam o que realmente se passou.

Para conseguir o objetivo de 500M, o NB não precisava de comprar 75% das obrigações. As contas estão ao alcance de qualquer um e na verdade as poupanças foram de 2500M sendo que 400M foram diretos em diferença de capital e o resto em juros que deixam de pagar até 2050. Ou seja, "roubaram" os obrigacionistas muito mais do que era preciso.

Também houve contrapartidas nos depósitos a prazo oferecidos aos particulares mas apenas aos que não votassem contra nas AG servindo assim como argumento de chantagem. E também nas negociatas diretas com os fundos de investimento que supostamente suportariam a operação. Com isto muitas vendas foram aprovadas em AG de forma compulsiva assegurando o "roubo" aos que não queriam colaborar.

E assim se explica a adesão de 95% dos particulares. Eu não queria vender e fui obrigado assim como muitos outros que soube esperarem pelo último dia na esperança de não serem obrigados.

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