Banca & Finanças Após fim dos cortes de salários no BCP, sindicato quer debater aumentos  

Após fim dos cortes de salários no BCP, sindicato quer debater aumentos  

A Federação sindical do Setor Financeiro (Febase, ligada à UGT) congratulou-se hoje com o fim dos cortes salariais no BCP e vai solicitar uma reunião à administração, "tendo em vista a necessidade de se proceder a aumentos salariais".
Após fim dos cortes de salários no BCP, sindicato quer debater aumentos  
Inês Lourenço
Lusa 12 de julho de 2017 às 15:07

"O memorando celebrado entre o BCP e os sindicatos da Febase chega agora ao fim, antecipando em seis meses o prazo acordado", valoriza a federação, em texto enviado hoje à agência Lusa.

 

A posição da Febase surge um dia depois de se saber que o BCP vai voltar a pagar a totalidade dos salários este mês, confirmou o banco numa carta aos trabalhadores, afirmando a instituição que os cortes salariais que duraram três anos permitiram salvar 400 postos de trabalho.

 

"Face às medidas exigidas pela DGcom [direcção da Comissão Europeia] e o Estado português para a recapitalização do banco, a Febase negociou o memorando tendo por objectivo salvar postos de trabalho e conseguir melhores condições para os trabalhadores que rescindissem o contrato de trabalho. Evitou assim um despedimento colectivo e possibilitou a manutenção de mais de 400 postos de trabalho face à redução de efectivos pretendida", enaltece a federação.

 

Agora, o objectivo é reunir com a administração, liderada por Nuno Amado, e pedir um aumento de salários.

 

Já era conhecido que o BCP tinha intenção de passar a pagar na totalidade os salários este mês, antecipando o prazo inicial em seis meses, o que acordou inclusive com os sindicatos, depois de ter devolvido em Fevereiro deste ano a totalidade do empréstimo estatal concedido em 2012 (3.000 milhões de euros).

 

Desde meados de 2014, os trabalhadores do BCP com remunerações acima de 1.000 euros brutos mensais têm os salários cortados (entre 3% e 11%), no âmbito da reestruturação do banco acordada com Bruxelas que se seguiu à ajuda estatal, com fecho de balcões e a saída de milhares de trabalhadores num programa de reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo.

 

Apesar do processo de redução da estrutura feito pelo banco nos últimos anos, este ainda não está concluído.

 

Em maio, o banco anunciou que quer fechar mais 90 agências até 2018, para ter menos de 570 sucursais em Portugal, mas não divulgou objectivos para redução de trabalhadores.

 

O BCP tinha em Março 7.436 trabalhadores em Portugal, menos 200 pessoas face a Março de 2016.

 

Quanto ao fim dos cortes este mês, segundo a carta enviada aos trabalhadores, "o processamento salarial de 25 de Julho de 2017 retomará o pagamento integral dos salários dos colaboradores" e será ainda "retomado com o mesmo processamento o pagamento das diuturnidades, suspenso desde Junho de 2014".




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