Empresas Apple vai investir mil milhões para entrar na guerra dos conteúdos

Apple vai investir mil milhões para entrar na guerra dos conteúdos

Com o reforço do investimento em conteúdos de vídeo originais, a gigante tecnológica pode tornar-se um dos principais rivais de Hollywood.
Apple vai investir mil milhões para entrar na guerra dos conteúdos
Reuters
Sara Ribeiro 16 de agosto de 2017 às 12:29

A Apple vai investir cerca de mil milhões de dólares para produzir conteúdos próprios ao longo do próximo ano. A decisão da gigante norte-americana foi noticiada pelo Wall Street Journal que cita fontes próximas do processo.

Este investimento, associado à influência comercial e ao alcance global da empresa, faz com que a Apple se transforme num concorrente de peso no segmento de conteúdos que tem sido disputado pelos grupos de media.

O ‘bolo’ que a Apple vai investir é cerca de metade do total do investimento da HBO no ano passado. E está em linha com o orçamento que a Amazon aplicou em 2013, quando decidiu apostar em programação original.

Com este valor, a Apple pode produzir ou comprar até 10 séries de televisão, de acordo com fontes familiarizadas com o plano da dona do iPhone. Contactada pelo WSJ, a Apple recusou-se a comentar as informações.

Os custos de programação diferem do tipo de série. A produção de um episódio da Guerra dos Tronos, por exemplo, pode custar até 10 milhões de dólares. Já uma série de comédia pode implicar um investimento médio de 2 milhões de dólares por episódio e uma série de drama pode chegar aos 5 milhões de dólares, relembra o mesmo jornal.

O plano de investimento em conteúdos de vídeo próprios vai ao encontro dos objectivos já partilhados pelo vice-presidente da Apple, Eddy Cue, de oferecer vídeos de alta qualidade como a série Guerra dos Tronos, da HBO, no serviço de streaming de música da Apple ou, até, um novo serviço de vídeo, acrescenta o WSJ.

A decisão de definir este ‘budget’ para a produção de conteúdos acontece numa altura em que os serviços de streaming estão a sofrer alterações, com a entrada de cada vez mais players neste segmento.

A Disney foi o mais recente player a anunciar que ia lançar a sua própria plataforma em 2019 com filmes, séries e programas televisivos. Um objectivo que vai implicar a saída dos seus conteúdos do Netflix.

Em resposta, e para não perder o lugar de destaque neste segmento, o Netflix anunciou que tinha contratado Shonda Rimes, que produziu várias séries, entre as quais Anatomia de Grey, durante vários anos para a ABC, detida pelo Grupo Disney.

Este mês a Netflix decidiu ainda avançar com a sua primeira compra de sempre. A escolha recaiu na empresa escocesa de banda desenhada Millarworld, que tem no seu catálogo histórias como "Kick-Ass", "Kingsman" ou "Old Man Logan".




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