Energia "Área chave" do petróleo no Brasil para a Galp vai hoje a leilão

"Área chave" do petróleo no Brasil para a Galp vai hoje a leilão

O Governo brasileiro leiloa hoje vários blocos de petróleo, entre os quais o de Norte do Carcará que a Galp considera ser uma "área chave".
"Área chave" do petróleo no Brasil para a Galp vai hoje a leilão
DR/Petrobras
André Cabrita-Mendes 27 de outubro de 2017 às 08:00
A Galp pode ir hoje a jogo nos leilões de petróleo no Brasil. O Governo brasileiro vai leiloar vários blocos de petróleo no pré-sal do Brasil esta sexta-feira, 27 de Outubro.

Entre os diversos blocos encontra-se o Norte de Carcará, uma área que a petrolífera portuguesa tem debaixo de olho há muito tempo, como o presidente da companhia já assumiu publicamente.

"Estamos a preparar-nos para as áreas em redor dos nossos activos actuais, que conhecemos muito bem", disse Carlos Gomes da Silva em Maio, apontando para a área norte do bloco BMS 8. "É uma das áreas chave para nos candidatarmos", afirmou então o gestor.


O banco Haitong defendeu no final de Setembro que a petrolífera nacional pode vir a fazer uma oferta pela área adjacente a Carcará, onde já está presente.

"Acreditamos que o alvo principal vai ser a extensão da descoberta de Carcará devido às sinergias óbvias no desenvolvimento conjunto das áreas adjacentes e pelo facto de que as conversações de unitização seriam muito mais fáceis", escreveu o banco de investimento.

A Galp pode ir a jogo com a norueguesa Statoil e a brasileira Barra, as suas actuais parceiras na área de Carcará."Esperamos que a Galp licite em consórcio com a Statoil e a Barra, os seus parceiros para o bloco BM-S-8", aponta o Haitong.

O Norte de Carcará tem uma área de 313 quilómetros quadrados, tem um elevado potencial e quem vencer a licitação vai ter uma fase de avaliação de três anos para pesquisar por petróleo, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP) do Brasil.

 

O Brasil representa mais de 92,5% (82 mil barris diários) da produção total de petróleo e gás da empresa, com o resto a pertencer a Angola. No leilão anterior, que teve lugar no final de Setembro, a Galp não apresentou propostas por nenhum bloco, apesar de estar pré-qualificada.




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