Media Argentina e Japão entram no Top10 de conteúdos de TV importados por Portugal

Argentina e Japão entram no Top10 de conteúdos de TV importados por Portugal

Apesar dos EUA continuarem a liderar a lista, no ano passado os canais nacionais transmitiram menos horas de programas importados deste mercado. A TVI é o canal com maior número de horas de produção nacional e a RTP2 o que exibe menos.
Argentina e Japão entram no Top10 de conteúdos de TV importados por Portugal
Miguel Baltazar/Negócios
Sara Ribeiro 27 de Outubro de 2016 às 18:12

O Japão e a Argentina estrearam-se na lista dos dez principais países fornecedores de conteúdos para os canais generalistas portugueses, que continua a ser liderada pelos EUA.

 

Apesar do número de horas de programas oriundos destes mercados ter sido inferior a 150 horas ao longo do ano passado, foi suficiente para substituir a Alemanha e Angola no ranking, de acordo com os dados divulgados pela APIT - Associação de Produtores Independentes de Televisão esta quinta-feira, 27 de Outubro.

 

Segundo o estudo, divulgado no âmbito do 3º Encontro de Produtores Independentes de TV, a entrada da Argentina para sétimo lugar e do Japão para décimo na lista dos maiores fornecedores de programas deve-se à exibição de programas para crianças transmitidos pela RTP2 e pela SIC.

 

Apesar dos EUA continuarem a liderar a lista, de 2014 para 2015 os canais portugueses transmitiram menos 600 horas de programas oriundos da casa mãe de Hollywood.

 

No total, ao longo do ano passado, a SIC, RTP1, RTP2 e a TVI exibiram 1.400 horas de programas norte-americanos.

 

Segue-se a Suíça, que manteve a mesma posição face a 2014 apesar da descida na ordem das 1.000 horas. A maioria dos conteúdos importados da Suíça estará associada com a compra de direitos de transmissão de jogos de futebol à FIFA, sublinha a APIT no estudo "Produção de Conteúdos Audiovisuais em Portugal".

 

O Brasil continua a ocupar o terceiro lugar com cerca de 600 horas, menos 200 horas face ao ano anterior. O total de tempo de antena de programas brasileiros, foi transmitido quase exclusivamente na SIC.

 

A França e o Reino Unido encerram o top5, seguindo-se a Espanha em sexto lugar, a Itália em oitavo e o Canadá em nono.

 

TVI lidera na transmissão de conteúdos nacionais

 

No campo dos conteúdos ‘made in Portugal’, os dados divulgados pela APIT, que têm como base os relatórios do regulador dos media (a ERC), revelam ainda que a TVI é o canal generalista que transmitiu mais horas de programas cm produção nacional (81,8% do total da grelha), seguida de perto pela RTP1 com 81%.

 

Já a SIC dedicou 54,2% do total de horas a produções nacionais enquanto a RTP2 está no fim da lista com 37,4%.

 

Em média, durante o ano passado, 56,2% da grelha dos quatro canais generalistas foi ocupada por produção nacional.


Já na esfera da produção nacional independente "os serviços do operador público são os que dedicam o maior e menor volume de horas respectivamente, a RTP1 com 2.781 horas e a RTP2 com 999 horas", segundo o mesmo estudo.

 

A APIT sublinha ainda que "o peso da produção independente na programação da TVI [1.965 horas] é pouco relevante porque este operador tem um modelo de negócios mais verticalizado que os restantes", coexistindo no mesmo grupo empresarial (Media Capital) a maior produtora nacional (Plural)". Esta produtora é também responsável "pela produção das grandes ficções transmitidas pela TVI em horário nobre, entre outros programas de menor relevo", aponta o estudo da APIT.

 

A associação realça ainda que no cômputo geral dos conteúdos provenientes de produtoras nacionais independentes houve um aumento do número de horas produzidas pelas produtoras do top10 de 5.679 horas em 2014 para 6.031 horas em 2015.

 

A Coral passou a ocupar o primeiro lugar do ranking das produtoras independentes com mais horas de emissão nos canais generalistas, com a Fremantle a sair do pódio e a ocupar a segunda posição. A SP Televisão, a Eyeworks e a Endemol encerram o top5.




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