Banca & Finanças Armando Vara vai ao inquérito à CGD na quarta-feira contra vontade da esquerda

Armando Vara vai ao inquérito à CGD na quarta-feira contra vontade da esquerda

A audição do ex-administrador da Caixa, que é arguido na Operação Marquês, está agendada para as 17:45 de 22 de Março. A esquerda não o quis chamar mas o CDS obrigou à realização da reunião.
Armando Vara vai ao inquérito à CGD na quarta-feira contra vontade da esquerda
Paulo Duarte
Diogo Cavaleiro 17 de março de 2017 às 20:38

Será pelas 17:45 da próxima quarta-feira, 22 de Janeiro, que Armando Vara vai falar sobre o período em que foi administrador da Caixa Geral de Depósitos. O mandato, entre Agosto de 2005 e Dezembro de 2007, já foi explicado por Carlos Santos Ferreira, presidente na altura, mas os deputados do CDS obrigaram à convocatória do ex-político, arguido na Operação Marquês, apesar da oposição do PS, BE e PCP.

 

Já se sabia que os deputados queriam agendar a audição a Vara na próxima semana, mas ainda não havia confirmação do antigo ministro de António Guterres. Agora, já há data. No mesmo dia da reunião, há uma deliberação para a suspensão dos trabalhos até 4 de Maio e, depois, a prorrogação por mais 30 dias do prazo de funcionamento, o que estenderá a comissão até Junho. Os deputados coordenadores já tomaram essa decisão, mas só em reuniões com todos os representantes do inquérito é que há oficialização.

 

Assim, Vara é o único trabalho antes da interrupção da iniciativa parlamentar. Foi o CDS que, potestativamente, convocou a chamada ao ex-governante. O PS, BE e PCP rejeitaram a audição, contra o PSD e o CDS, mas os centristas pediram-na depois, de forma potestativa. A esquerda queria limitar o número de audições para dar por terminados os trabalhos do inquérito mais cedo, mas cada partido tem direito a pedidos potestativos, o que foi feito pelos centristas. 

 

Armando Vara, que é arguido na Operação Marquês por alegadas operações irregulares ao empreendimento turístico Vale do Lobo, tinha pedido ao Parlamento para ser ouvido, para "salvaguardar a dignidade pessoal e profissional", já que era "imperioso que, para defesa do bom nome, em primeiro lugar da própria instituição e, em segundo, de todos os que nela trabalharam e trabalham, seja realizada uma inquirição pública, totalmente transparente e aberta, da sua gestão ao longo dos anos".

 

O ex-político e ex-banqueiro, que saiu da CGD pela mão de Santos Ferreira para vice-presidente do BCP em 2007, vai cumprir a 19ª audição da comissão de inquérito à Caixa. 


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comentários mais recentes
?? 19.03.2017

Era só robalos

Anónimo 19.03.2017

Digam-me como se consegue o que este Sr. conseguiu vindo do nada então pouco tempo?
Deixo apenas esta pergunta!

Tereza economista 18.03.2017

O PS e PSD está cheio de gente desta, eleitos por nós. Como é que este abutre de Vinhais, analfabeto chega a empregado de balcão da CGD de Mogadouro e depois a Diretor. Temos o que merecemos.

Talvez um dia os ladroes da direitralha paguem 18.03.2017

Qualquer comparacao com o numero de ladroes e as fortunas roubadas ou destruidas individualmente, em gand organisado ou enqnto no desgoverno por gente ligada a direitralha mais grosseira,mais incompetente,mais tacanha da Europa, e' pura perda de tempo.
Eles sao os maiores...... na trafulhice.

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