Banca & Finanças ASF aprova integração dos seguros do Popular no Santander Totta

ASF aprova integração dos seguros do Popular no Santander Totta

Falta ainda a aprovação do Banco de Portugal para que fique concluída a operação que colocará o Popular Portugal no Santander Totta.
ASF aprova integração dos seguros do Popular no Santander Totta
Bruno Simão
Diogo Cavaleiro 19 de dezembro de 2017 às 12:50

O supervisor dos seguros, a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), já deu a sua autorização para que o ramo segurador do Banco Popular Portugal seja integrado no Santander Totta.

 

Na reunião de 14 de Dezembro, o conselho de administração presidido por José Almaça decidiu que não se iria opor à operação comunicada entre os dois bancos.

 

O Santander Totta pode, assim, adquirir "uma participação qualificada directa representativa da maioria do capital social e dos direitos de voto na Eurovida - Companhia de Seguros de Vida, S.A", e ainda uma "uma participação qualificada indirecta representativa da maioria do capital social e dos direitos de voto na Popular Seguros - Companhia de Seguros, S.A.".

 

Estas entidades pertencem ao espanhol Banco Popular, que foi comprado, por um euro, pelo conterrâneo Santander no Verão, no âmbito de uma medida de resolução. Entretanto, o grupo presidido por Ana Botín decidiu que faria sentido passar o Popular Portugal para o Santander Totta, o banco que tinha já no mercado nacional.


Dentro do Popular Portugal estão estas participações accionistas nas companhias seguradoras, agora autorizadas pela ASF a serem transferidas. Contudo, falta ainda o aval do Banco de Portugal para a integração do Popular na instituição presidida por António Vieira Monteiro.

Apesar de ainda não ter chegado a luz verde, a administração do Popular Portugal conta já com os nomes que vêm da equipa que gere o Santander Totta, liderada por Vieira Monteiro. 


A ASF tem na sua mesa ainda outros dossiês relativos ao ramo segurador: a venda da maioria do capital da Montepio Holdings, onde se encontra a Lusitania, aos chineses da CEFC Energy; a alienação da Groupama, também a um grupo chinês, o China Energy Conservation and Environmental Protection Group. 




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