Start-ups Atomico: “Há uma grande quantidade de talento em Portugal”

Atomico: “Há uma grande quantidade de talento em Portugal”

A Atomico divulgou um relatório sobre o estado da tecnologia na Europa. Portugal está no top 10 dos países com maior crescimento de trabalhadores tech e Tom Wehmeier diz ao Negócios que “há uma grande quantidade de talento em Portugal”.
Atomico: “Há uma grande quantidade de talento em Portugal”
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Ana Laranjeiro 30 de novembro de 2017 às 07:15

Portugal está no top 10 dos países com maior crescimento de trabalhadores tech, revela o estudo desenvolvido pela Atomico, fundo de capital de risco, em parceria com a London Stock Exchange e o European Investment Fund. Tom Wehmeier (na foto) , Partner e Head of Research na Atomico, diz ao Negócios que "há uma grande quantidade de talento em Portugal e estamos a ver níveis fortes de compromisso em relação à tecnologia e empreendedorismo".

"Há também um grande compromisso e apoio do governo português. Tudo isto está a ajudar a impulsionar um ecossistema cada vez mais vibrante em Portugal, e em Lisboa em particular, que é a casa de várias empresas empolgantes", acrescentou, em resposta, por escrito, ao Negócios.

Este movimento não se regista apenas em território nacional. Um das conclusões do estudo é precisamente que a força de trabalho tecnológica na Europa está a crescer significativamente mais rápido do que a totalidade das empresas na União Europeia.

Além disso, Lisboa é também uma das 10 cidades europeias preferidas pelos empreendedores do Velho Continente para começarem de novo, ainda que no ranking do ano passado a capital lusa estivesse melhor classificada. O responsável da Atomico considera que isto é "algo que muda de forma consistente". "Em última análise Lisboa é um dos hubs mais atractivos na Europa e continua a sê-lo", explica.

Mais investimento e mais programadores

O investimento no Velho Continente está a crescer. Segundo o estudo, o capital total investido nas empresas tecnológicas europeias vão "confortavelmente" superar o valor alcançado no ano passado que foi de 14,4 mil milhões de euros. O responsável da Atomico sublinha que o que "estamos a ver na Europa é que o sucesso alimenta o sucesso a toda a região".

Muitas são as empresas europeias que têm sucesso. E isso é algo que tem impacto real, que acaba por produzir um efeito cascata para todo o ecossistema. "Estas empresas libertam capital e talento para o ecossistema e isso, por outro lado, significa que mais empresas são fundados por alumni", ou seja,  antigos alunos. "É bastante simples. É um ciclo virtuoso".

A probabilidade de a próxima grande empresa ser oriunda da Europa é elevada. Tom Wehmeier comenta que "há alguns desenvolvimentos que se destacam". "Em primeiro lugar, o número de programadores profissionais aumentou para 5,5 milhões o que significa que a Europa supera agora os Estados Unidos no que diz respeito ao total de programadores profissionais". E isto, por sua vez, significa que "há coisas boas que já estão a acontecer e há [coisas boas] pela frente para a Europa".

Em segundo lugar, o responsável aponta os progressos que estão a ser alcançados na área da deep tech. E, em terceiro lugar, a "Europa está a ter uma abordagem colaborativa única para trabalhar com a indústria tradicional". Wehmeier aponta que todos os sinais indicam a "Europa está a construir um ecossistema tecnológico à sua própria imagem, combinando brilhantismo tecnológico com um profundo conhecimento da indústria".

Os empreendedores europeus, de acordo com este estudo, estão bastante confiantes. Porém, no Reino Unido a confiança (27%) dos empreendedores regista um nível mais baixo devido ao Brexit. Tom Wehmeier diz que "Londres continua a ir de êxito e êxito, Berlim está agora bem estabelecido como um hub tecnológico e há outras cidades alemães que estão a emergir (…) e Paris é agora uma capital tecnológica de pleno direito".

Todas estas cidades estão a trabalhar em conjunto, ao mesmo tempo que "constroem a sua própria imagem". Ainda assim, o Reino Unido continua a ser o principal destino do talento nesta altura "mas é também claro que países como a Holanda e Espanha estão a atrair cada vez mais pessoas com talento".

"O que talvez tenha mais impacto do que um único evento macro é que se está a assistir à emergência  de hubs tecnológicos em todo o lado e, à medida que as empresas obtêm capital e talento para o seu ecossistema local, os governos nacionais tomam consciência  que têm de criar ambientes benevolentes para empreendedores", acrescenta. 




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Rado Há 2 semanas

Mas quem é Atomico? Qualquer um merece ser citado no JN.

fpublico condenado a 48 anos trabalho/descontos Há 2 semanas

brincar com telemovel ate os ciganos bairros sociais, brincam

BCP : OPA A CAMINHO Há 2 semanas


AINDA ESTE ANO A FOSUN LANÇARÁ UMA OPA AO MILENIUM BCP A 0.75 por AÇÃO ou seja - 0.25 que o FALIDO e INSOLVENTE MONTEPIO

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