Transportes Autocarro eléctrico substitui metro na Lousã em investimento de 89,3 milhões

Autocarro eléctrico substitui metro na Lousã em investimento de 89,3 milhões

O estudo que vai ser apresentado hoje rejeita a reposição do comboio no Ramal da Lousã e abandona de vez a opção pelo metro ligeiro, assumida em 1996, com a criação da empresa pública Metro Mondego.
Autocarro eléctrico substitui metro na Lousã em investimento de 89,3 milhões
Bruno Simão/Negócios
Lusa 02 de junho de 2017 às 07:15
O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques (na foto), apresenta esta sexta-feira, 2 de Junho, um estudo de mobilidade rodoviária entre Lousã e Coimbra para substituir o sistema de metro projectado há 21 anos pelo Estado e pelos municípios envolvidos.

O projecto de mobilidade para o ramal ferroviário da Lousã e a área urbana de Coimbra com que o Governo se comprometeu junto das autarquias envolvidas deverá custar 89,3 milhões de euros, disse uma fonte governamental à agência Lusa.

A fonte oficial adiantou que a "versão definitiva" do estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), avalizada pelo Governo e que suscitou o acordo dos presidentes das três câmaras envolvidas no processo, escolheu um modelo de autocarro "exclusivamente eléctrico", após o LNEC ter ponderado também a propulsão a gás natural comprimido e híbrida, que foram recusadas.

A proposta de investimento no denominado "sistema metrobus", que deverá incluir uma frota de 43 autocarros eléctricos, é apresentada durante a manhã de hoje, a partir das 09:30, em três sessões nas Câmaras de Lousã, Miranda do Corvo (10:45) e Coimbra (12:00).

Ao contrário do que era recomendado pela Assembleia da República, em diferentes resoluções aprovadas em Fevereiro, o estudo rejeita a reposição do comboio no Ramal da Lousã e abandona de vez a opção pelo metro ligeiro, assumida em 1996, com a criação da empresa pública Metro Mondego.

Apesar de o LNEC manter para o novo projecto a designação "Sistema de Mobilidade do Mondego", com a sigla SMM, adoptada em 2006 pelo primeiro Governo de José Sócrates, quando Mário Lino era ministro da tutela, é agora abandonada de todo qualquer solução de transporte sobre carris.

O movimento Lousã pelo Ramal marcou uma concentração de protesto junto à Câmara Municipal, às 09:00, antes da chegada do ministro Pedro Marques, na qual deverão participar subscritores de uma petição pela reposição do serviço público ferroviário, com mais de 8.000 assinaturas, entregue pelo jornal Trevim no Parlamento, em Março de 2016.



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mais votado Anónimo 02.06.2017

As empresas estrangeiras que desenvolveram e fabricarão o autocarro eléctrico e os seus componentes a começar pelo motor eléctrico, agradecem.

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Anónimo 02.06.2017

Medida só eleitoralista, dizem que não podem repor o comboio que retiraram porque não têm dinheiro mas criaram uma administração para um nome pomposo chamado "Metro Mondego" que andaram anos a mamar às custas do Orçamento, depois fizeram obras megalómanas de milhões pra agora fingirem uma solução...

Anónimo 02.06.2017

Mais uma à Sócrates.
Quem deu o pontapé de saída desta monumental roubalheira???.
Mais 90 milhões? E as derrapagens?
Aguenta Zé. Depois venha a TROIKA.
Viva a farra

joao 02.06.2017

Conselheiro de Trump, vai dar banho ao cão e já agora emigra conforme o teu GURU PPC aconselhou. E já agora emigra para os EUA que com an.ormais como tu este país não avança

Anónimo 02.06.2017

As empresas estrangeiras que desenvolveram e fabricarão o autocarro eléctrico e os seus componentes a começar pelo motor eléctrico, agradecem.

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