Automóvel Autoeuropa: 41% dos trabalhadores aderiram à greve

Autoeuropa: 41% dos trabalhadores aderiram à greve

A administração da fábrica divulgou os números de adesão à greve história. Já o sindicato SITE Sul falou numa "adesão total à greve". A fábrica liderada por Miguel Sanches garante que não recua no trabalho ao sábado e que não negoceia com sindicatos, só com a comissão de trabalhadores.
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André Cabrita-Mendes 30 de agosto de 2017 às 18:29
A greve da Autoeuropa contou com a adesão de menos de metade dos trabalhadores, segundo a administração da fábrica da Volkswagen.

"A paralisação que se registou hoje na Volkswagen Autoeuropa teve uma adesão de 41% do total dos colaboradores", disse a administração da fábrica de Palmela em comunicado esta quarta-feira, 30 de Agosto.

"Apesar do impacto negativo desta paralisação, a empresa continua empenhada em encontrar um compromisso com os trabalhadores que crie, mantenha e assegure o emprego", sublinhou a direcção da fábrica da Volkswagen.

A unidade de Palmela, liderada por Miguel Sanches (na foto), afirma que o compromisso laboral "deverá também garantir as encomendas dos nossos clientes para o novo modelo, que requer a laboração contínua em 18 turnos por semana", isto é, três turnos diários durante seis dias por semana.

A administração da fábrica da marca alemã envia assim uma mensagem clara de que não pretende recuar na sua intenção de introduzir um turno nocturno e o dia de trabalho ao sábado, conforme tem sido reclamado por trabalhadores e sindicatos.

A fábrica liderada por Miguel Sanches garante que só vai voltar à mesa de negociações com a nova comissão de trabalhadores, que vai ser eleita a 3 de Outubro.

"Para atingir este objetivo, é essencial dar continuidade ao processo de diálogo com uma comissão de trabalhadores eleita, à semelhança das boas práticas laborais da Volkswagen Autoeuropa e do grupo Volkswagen", pode-se ler no comunicado. 

No entanto, a administração destaca que vai ouvir todas "as partes envolvidas neste processo", o que inclui a reunião de dia 7 de Setembro com o sindicato SITE Sul.

Este sindicato, afecto à CGTP, disse hoje que a Autoeuropa estava "completamente parada", não se tendo produzido um único automóvel em 24 horas.

(Notícia actualizada às 18:45)



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mais votado Anónimo 30.08.2017

Se os automóveis produzidos na unidade industrial podem vir a sofrer uma redução de 33 ou mais por cento no seu preço por via da aplicação de tecnologia da área da automação e robótica industrial, obviamente que eu enquanto consumidor de automóveis quero usufruir o quanto antes dessa redução de preço. Se por acréscimo, enquanto accionista, posso obter sob a forma de dividendos e potenciais mais-valias um excelente retorno sobre o investimento em acções dessas empresas que desenvolvem e fabricam sistemas de automação e robótica industrial, não restam dúvidas de que o sindicalismo defensor do excedentarismo, a par com a corrupção, a escravatura e o genocídio, é um mal que deve ser extirpado das economias e sociedades sem qualquer hesitação.

comentários mais recentes
DJ viajante 02.09.2017

A esquerda destruidora a todo o vapor. Espero que os trabalhadores sejam inteligentes o suficiente para nao permitir a entrada de sindicatos na empresa pois eles destruirao tudo.

Anónimo 30.08.2017

Se os automóveis produzidos na unidade industrial podem vir a sofrer uma redução de 33 ou mais por cento no seu preço por via da aplicação de tecnologia da área da automação e robótica industrial, obviamente que eu enquanto consumidor de automóveis quero usufruir o quanto antes dessa redução de preço. Se por acréscimo, enquanto accionista, posso obter sob a forma de dividendos e potenciais mais-valias um excelente retorno sobre o investimento em acções dessas empresas que desenvolvem e fabricam sistemas de automação e robótica industrial, não restam dúvidas de que o sindicalismo defensor do excedentarismo, a par com a corrupção, a escravatura e o genocídio, é um mal que deve ser extirpado das economias e sociedades sem qualquer hesitação.

General Ciresp 30.08.2017

Estaleiros 2.Enquanto a rigidez nao der lugar a flexibilizacao,isto vai continuar como se um prato do dia se trata-se.Vamos ver quem e que precisa:o portugues encalhado,ou o alemao fidalgo.

Anónimo 30.08.2017

Para 41% dos trabalhadores da AE, os funcionários públicos e privados que fazem trabalho por turnos, não têm qualidade de vida.Estes trabalhadores também trabalham ao sábado e ao domingo.Tirando os médicos, todos os trabalhadores da Saúde, recebem suplementos pelos sába. e doming. e não horas extra

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