Automóvel Autoeuropa admite avançar com novo horário para garantir volume de produção do T-Roc

Autoeuropa admite avançar com novo horário para garantir volume de produção do T-Roc

A Autoeuropa admite avançar com um horário de trabalho de laboração contínua que lhe permita dar resposta ao volume de produção para satisfazer as encomendas do novo veículo T-Roc para 2018, em comunicado distribuído terça-feira aos trabalhadores.
Lusa 06 de dezembro de 2017 às 14:28

"É indiscutível a necessidade de ter no início do novo ano um modelo de trabalho que responda às encomendas dos clientes para a primeira metade de 2018, sob risco de entrarmos em incumprimento com o programa de produção. Todos os colegas envolvidos no processo têm também de ser informados atempadamente", refere o comunicado da Autoeuropa que surge na sequência da rejeição de dois pré-acordos negociados previamente com os representantes dos trabalhadores.

 

"Será tomada uma decisão que cumpra com a lei, mantenha o emprego, assegure o crescimento da fábrica e o programa de produção. Em paralelo, a empresa vai manter abertos os canais de comunicação com as partes envolvidas", reforça o documento.

 

No comunicado, a administração da Autoeuropa lembra que "desde 2015, em que a laboração contínua foi considerada no acordo laboral, que se tem procurado construir um modelo de trabalho que seja o mais conveniente possível para todas as partes envolvidas", com "uma compensação adicional à prevista na lei" e a implementação de um terceiro turno com um esquema de rotação a pedido dos colaboradores e a atribuição de "25% de subsídio de turno".

 

A administração da fábrica de automóveis de Palmela lembra também que "manteve os postos de trabalho, mesmo com a redução do volume de produção", que, nesse período, colocou cerca de 400 trabalhadores noutras fábricas do grupo alemão da Volkswagen e que esta semana dará por concluída a quarta fase do processo de recrutamento de dois mil novos trabalhadores.

 

Contactada pela agência Lusa, fonte oficial da Autoeuropa escusou-se a fazer qualquer comentário sobre a eventual decisão de implementar novos horários de trabalho, referindo apenas que "continua a avaliar a situação decorrente da rejeição de dois pré-acordos por parte dos trabalhadores".

 

O último pré-acordo, negociado entre a Comissão de Trabalhadores e a administração da fábrica de Palmela, que previa a laboração contínua em 17 turnos de trabalho, com rotação semanal, foi rejeitado por 63% dos trabalhadores no referendo realizado no passado dia 29 de Novembro.

 

No passado mês de Julho, 74% dos trabalhadores da Autoeuropa também rejeitaram um primeiro pré-acordo sobre os novos horários e fizeram um dia de greve (30 de agosto), a primeira por razões laborais na fábrica de automóveis de Palmela.

 

A Autoeuropa prevê um volume de produção do novo veículo T-Roc que deverá atingir as 240 mil unidades em 2018.




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mais votado Anónimo Há 6 dias

Podem tentar tudo, até fazer o pino... enquanto por lá andarem os "Arménios" é para deitar abaixo... não haverá acordo nenhum, ponto.

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Arménio e Nogueiras, predadores da democracia Há 6 dias

Arménios e Mários Nogueiras ( a mando do PCP, o qual fica, cobardemente, na sombra ) são agitadores profissionais e parasitas, que nada produzem na vida, a não ser fomentar greves, manifestações e exigências sobre exigências, porque alguém há-de pagar.
São verdadeiros predadores da democracia.

Anónimo Há 6 dias

Podem tentar tudo, até fazer o pino... enquanto por lá andarem os "Arménios" é para deitar abaixo... não haverá acordo nenhum, ponto.

Ao Já topamos de gingeira Há 6 dias

Meu caro, como em tudo, não se pode ter, ao fim do mês, o dinheiro na conta sem o correspondente esforço do trabalho.
Nada disso é novo.
Nada disso é extraordinário.
Quanto ao trabalhadores da Autoeuropa, segundo consta, até não estão mal pagos, só q as exigências do PCP nunca têm razoabilidade.

Anónimo Há 6 dias

Ao Já topamos de gingeira essas manobras : não estou a comentar para tótós ,estou a dizer o que leu ! Já trabalhei em fábrica deste tipo em França e sei o que saí do corpo ... horas e horas de trabalho consecutivo ,sob tensão , horários nocturnos ,pouco tempo com a familia , trabalha-se no duro

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