Energia Autoeuropa: Comissão de Trabalhadores demite-se após acordo ser chumbado

Autoeuropa: Comissão de Trabalhadores demite-se após acordo ser chumbado

A comissão apresentou a sua demissão depois de mais de 70% dos trabalhadores terem chumbado o pré-acordo alcançado sobre a compensação do trabalho ao sábado. A greve para dia 30 de Agosto continua marcada.
Autoeuropa: Comissão de Trabalhadores demite-se após acordo ser chumbado
Bruno Simão
André Cabrita-Mendes 02 de agosto de 2017 às 13:37
A Comissão de Trabalhadores (CT) da Autoeuropa apresentou a sua demissão na sequência do pré-acordo com a administração ter sido chumbado em referendo por 70% dos votantes.

"Após os resultados do referendo do passado dia 28 de Julho em que a esmagadora maioria dos trabalhadores rejeitou o entendimento a que a CT tinha chegado com a empresa, a lista maioritária reuniu para decidir a sua continuidade", pode-se ler no comunicado divulgado esta quarta-feira, 2 de Agosto.

A demissão foi apresentada pela maioria dos elementos da CT - sete de um total de 11 elementos -, que fazem parte da lista maioritária. E vai ter efeitos a partir de dia 28 de Agosto, quando todos os trabalhadores estiverem de regresso àAutoeuropa após o período de férias de verão.

"A CT a partir desta data, estando esta demissionária, deixa de ter poder para tratar assuntos relacionados com a mesma, remetendo qualquer assunto para após as eleições e tomada de posse da nova Comissão de Trabalhadores", segundo o comunicado.

A CT destaca que analisou a "legalidade do horário apresentado pela empresa" e que após consultar vários advogados confirmou a "legalidade" do horário apresentado pela empresa.

Mas com o chumbo no referendo, a CT reconheceu "que a maioria dos trabalhadores pretende outro caminho, deixamos assim aberto espaço para que outros demonstrem as suas capacidades negociais".

A Comissão vai assim reunir-se a 28 de Agosto, dois dias antes da greve marcada, "para eleger uma comissão eleitoral de forma a garantir o processo eleitoral dentro do que está previsto nos estatutos".

A administração da Autoeuropa vai reunir-se esta quarta-feira com os sindicatos da fábrica. Os encontros com os sindicatos Site Sul, Sindel e SIMA estavam marcados para a semana passada, mas acabaram por ser adiados para esta semana, num momento em que trabalhadores e a empresa ainda não chegaram a acordo sobre a compensação pelo trabalho ao sábado, depois de seis meses de negociação.

No entanto, destes encontros não vai sair nenhum acordo, pois só a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa é que tem poder para negociar com a administração.

Actualmente a Autoeuropa não trabalha ao sábado, mas o dia de trabalho ao sábado vai ser introduzido devido ao início de produção do novo modelo - o SUV T-Roc - que vai disparar a produção para mais de 200 mil automóveis em 2018, face aos 90 mil produzidos em 2016.

O acordo de princípio previa um pagamento mensal de 175 euros adicional ao previsto na lei, 25% de subsídio de turno e um dia adicional de férias. Estas medidas representam um aumento mínimo de 16% no rendimento mensal dos trabalhadores que trabalharem ao sábado.



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mais votado Anónimo Há 3 semanas

A automação e robótica industrial associadas à inteligência artificial e à impressão 3D são uma realidade. E o mercado, que é feito de agentes económicos informados e esclarecidos, dotados de inteligência, sentido prático e bom senso, vai adoptá-las quer os neoluditas, os sindicalistas, os marxistas e os keynesianos despesistas desmiolados queiram, quer não.

comentários mais recentes
eduardo santos Há 2 semanas

AUTOEUROPA.....................Esta empresa é da ,,, V W ... Todos sabemos, mas........................os xuxialistas pensam e afirmam aos operários que é deles .

Se as coisas se tornarem negras preparem-se para ficarem de mão estendida porque os donos sabem que estão a matar a fome a muita gente, mas..................................................muita gente ainda não deu por isso .
Depois podem chorar, podem gritar, podem exigir, mas nem estes nem outros para ca viraõ porque não querem ser insultados pelos mendigos de amanhã . Á, e não esqueçam que se a autoeuropa sair o desemprego baixa a prestação porque não tem contribuintes. É isso ai pessoal.

Cuidadoso Há 2 semanas

A autoeuropa tem sido até à data um modelo de sindicalismo moderno. Trabalhadores devem avaliar riscos com muito cuidado. Esta malta fecha uma fábrica num abrir e fechar de olhos, deslocalizando a produçao para outras...e aí é que não há nada para ninguem...

Camponio da beira Há 2 semanas

Um amigp meu tinha motoristas.Quando estavam lá fora, pagava-lhes hotel, refeições e dia de espera. Nunca estavam contentes e só faziam m erda. Aliciados com mentiras deixavam os carros carregado e fugiam para outras empresas., Depois eram tratados abaixo de cão, queriam voltar...sem sucesso.

José Pereira Há 2 semanas

Os Comunistas e os Socialistas estão a destruir a Autoeuropa com as greves.
Se a Auto Europa sair de Portugal devido às greves nenhuma outra grande empresa multinacional quererá vir investir em Portugal.
Vamos enviar os Comunistas que temos em Portugal para a Venezuela, para saberem o que é fome.

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