Automóvel Autoeuropa produziu até final de Outubro menos 20 mil carros

Autoeuropa produziu até final de Outubro menos 20 mil carros

A produção de ligeiros de passageiros em Portugal depende, em larga medida, do que faz a Autoeuropa. E este ano, a empresa subsidiária da construtora alemã Volkswagen vai com uma redução de 20 mil veículos face a 2015.
Autoeuropa produziu até final de Outubro menos 20 mil carros
Pedro Elias
Alexandra Machado 16 de Novembro de 2016 às 18:36
A Autoeuropa, no conjunto dos 10 primeiros meses do ano, vai com uma redução na produção de 20 mil veículos. De acordo com os dados da Acap - Associação Automóvel de Portugal, referentes a Outubro, divulgados esta quarta-feira, 16 de Novembro, a Autoeuropa produziu, até final de Outubro, 71.696 veículos, menos 21,2% que em igual período do ano passado, altura em que já tinha ultrapassado as 91 mil unidades.

Uma queda de 20 mil unidades que levou a que a totalidade de ligeiros de passageiros produzidos em Portugal, entre Janeiro e Outubro deste ano, tivesse registado uma queda de 18,1%, sendo a redução só em Outubro de 21,3%. No conjunto do mercado, foram produzidos 8.423 veículos de passageiros em Outubro deste ano, o pior mês 10 desde pelo menos 2000, o último dado disponibilizado pela Acap no seu site.

A Autoeuropa pesa quase 90% da produção deste tipo de carros em Portugal e, por isso, a sua evolução dita também a tendência do mercado. Assim, a Autoeuropa reduziu a produção em Outubro em 23%, sendo a queda, no acumulado dos dez meses do ano, de 21,2%.

Se analisados os meses de Outubro, a produção da Autoeuropa só foi mais baixa do que este ano em 2013. Mas no conjunto dos dez meses, nos último oito anos não houve um Outubro com tão baixa produção. Em 2011, a Autoeuropa registou a melhor produção desde 2008, com a saída da fábrica de Palmela de 11.778 automóveis só em Outubro desse ano, o que aliás colocou o conjunto dos 10 meses e 2011 nas 114.161 unidades.

Na Autoeuropa, a produção de veículos Volkswagen teve em Outubro uma queda de 33,5%, enquanto os Seat subiram 2,5%. 

Os veículos produzidos em Portugal são maioritariamente para exportação. No caso da Autoeuropa a maioria da produção vai para a Alemanha e este ano o segundo maior mercado é o Reino Unido. Até final de Outubro de 2015, a China contabilizava-se como o segundo mercado de vendas ao exterior, mas este ano caiu para a terceira posição e se considerado o conjunto da China, Hong Kong e Taiwan. A Áustria segue de perto. 

A outra produtora de ligeiros passageiros presente em Portugal - a Peugeot Citöen - também registou uma queda de produção em Outubro, de 4,2%, face ao mesmo mês do ano passado. No entanto no acumulado do ano vai com uma subida de 7,5%, para 11.924 veículos, o que significa que tem aumentado a sua percentagem de produção no total do mercado. Os automóveis Peugeot têm aumentado a produção em Portugal, tendo em Outubro subido 33,5%, enquanto a Citroën caiu 27,9%.

A empresa produz também comerciais ligeiros e nessa vertente a tendência foi idêntica. A quebra de 3,9% de Outubro não penalizou a subida do ano em que vai com um aumento de produção de 8,2%, ultrapassando as 30 mil unidades. A Peugeot-Citroën é a maior produtora de comerciais ligeiros em Portugal, mas também a Mitsubishi e a Toyota estão registadas como industriais desta categoria, tendo a sua produção caído, em Outubro, respectivamente 10,6% e 92,1%.

Nos camiões, a Mitsubishi Fuso Truck diminuiu a produção em Outubro em 27,4%, para 360 unidades, mas no conjunto do ano vai com uma subida de 10,5%.



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comentários mais recentes
Pedro Lima Há 3 semanas

No final iremos conseguir exportar mais. O INE dá uma ajuda. Afinal quando as grandes empresas todas apresentam prejuízos avultados, quando os juros da nossa dívida estão nos 3,7% (e a meras 3 décimas do limite DBRS), e quando a nossa bolsa anda pelos 4300pts como é poderemos estar a crescer?

Anónimo Há 3 semanas

Secalhar os bancos portugas ja nao aguentam com tanto carro.Suponho que foi antes da crise de 2008 que li um artigo dum economista a dar aulas numa universidade de Londres que dizia que os bancos portugueses corriam um grave risco por emprestar dinheiro em demasia para a compra de carros novos,ve-se

Anónimo Há 3 semanas

Vem aí um novo modelo e com bastante potencial comercial... essa é a grande notícia !

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