Automóvel Autoeuropa: Reunião com administração abriu “os canais de diálogo” com sindicato

Autoeuropa: Reunião com administração abriu “os canais de diálogo” com sindicato

Eduardo Florindo do SITE sul faz uma avaliação positiva da reunião com a administração da Autoeuropa. Um novo encontro está para breve, garantiu ao Negócios.
Autoeuropa: Reunião com administração abriu “os canais de diálogo” com sindicato
Bruno Simão/Negócios
Wilson Ledo 07 de setembro de 2017 às 19:09

O sindicato SITE Sul considera que a reunião de trabalho realizada esta quinta-feira, 7 de Setembro, com a administração da Volkswagen Autoeuropa, foi "muito produtiva".

"A reunião foi muito produtiva. Estão abertos os canais de diálogo para podermos, em conjunto, encontrar uma solução", afirmou Eduardo Florindo ao Negócios, escusando-se a tecer mais comentários.


Contactado, também o porta-voz da Autoeuropa optou por manter o silêncio, esclarecendo contudo uma posição anterior de que a administração só negoceia com uma Comissão de Trabalhadores, que será eleita em Outubro.


Combinada ficou uma nova reunião entre o SITE Sul e a administração da fábrica de automóveis de Palmela, em data a fixar, informou ainda o representante do SITE Sul, afecto à CGTP.


Como escreveu o Negócios
, não se previa que desta reunião pudessem sair conclusões sobre a questão do trabalho ao sábado na Autoeuropa para a produção do novo T-Roc, tema que quebrou a paz social que caracterizava a fábrica.


Uma vez que se a reunião foi classificada como positiva não parecem, por agora, estar reunidos motivos para uma segunda greve em Palmela, contrariando uma vontade do sindicato em avançar com novas "formas de luta" caso a administração se mostrasse inflexível.


Eduardo Florindo não tem, nesta fase, informação sobre se existirão afiliados do SITE Sul a constituir listas para a Comissão de Trabalhadores. O processo abriu a 28 de Agosto e fecha a 22 de Setembro.


O demissionário Fernando Sequeira admite candidatar-se, depois de os trabalhadores terem chumbado o seu pré-acordo com a administração para o pagamento do trabalho ao sábado, em Julho passado, com uma compensação financeira extra de 175 euros. Os trabalhadores alegam que se o pagamento fosse feito em horas extraordinárias equivaleria a 400 euros por mês.


A empresa apresentou em Agosto os novos horários, contemplando já 18 turnos semanais, apesar do chumbo e de não os pretender impor. Os mesmos entrariam em vigor para parte da Volkswagen Autoeuropa em Novembro e para a totalidade da fábrica em Fevereiro de 2018. Antes disso, a empresa terá de informar formalmente com 30 dias de antecedência, através de carta registada, os trabalhadores.


A Autoeuropa quer mais do que dobrar a sua produção em 2018, para os 240 mil automóveis, à boleia do novo T-Roc. A empresa decidiu ainda a contratação de cerca de dois mil trabalhadores, que se juntam aos 3.500 que a unidade actualmente emprega.




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comentários mais recentes
Autoeuropeu Há 1 semana

Os tipos da autoeuropa quando não tinham trabalho (leia-se carro) andavam caladinho e nem piavam. Estavam com medo de vir 500 ou mais para a rua. Agora que têm carro e é preciso avargar a mola está quieto. Trabalhar!! Cambada de gentinha nojenta... Quero ver quando fechar, depois choram como bebés..

manuelfaf Há 1 semana

Acho que existem muitos comentários aqui feitos à pressa sem reflexão.
Se fizerem as contas, o que a administração está a propor é o pagamento extra de 40 euros por sábado para os trabalhadores não estarem 50% do tempo com a família quando estes na sua maioria está em casa. Há muitos que como eu, estão a trabalhar fora de Portugal e têm somente 30 dias por ano para estar com a família. Há uma certa estabilidade financeira, mas enormes custos pessoais. Penso que a maioria dos leitores se alguém vos pagasse 40,00 euros por semana para não estarem com a vossa família a um sábado durante 2 anos não aceitariam. Caso aceitassem, sugiro que se separem e entreguem os vossos filhos para adopção e os deixem a vida. Na Autoeuropa nem todos os trabalhadores são comunistas, nem querem destruir o país, etc, etc. Imaginem só, se tal proposta fosse feita na Alemanha (onde os sindicatos tem real poder, e pelas condições dos trabalhadores devem ser todos comunistas), o que acham que acontecia?

Anónimo Há 1 semana

Camaradas ou o Costa nacionaliza a Autoeuropa ou ela será deslocada e aí vai ser o fim da geringonça. Há sempre a possibilidade de integrar os trab. na FP.






Pendurem o Arménio Carlos num poste público! Há 1 semana

Mandem o Arménio Carlos para o caaralho, com este destruidor na fábrica os empregados da Autoeuropa ficam desempregados num ápice! Os Alemães não brincam em serviço! Depois vão bater à porta da comunada para lhes dar um prato de sopa! Têm tempo para a família, mas com pratos vazios!!

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