Automóvel Autoeuropa: Sindicato e administração reúnem-se na próxima semana

Autoeuropa: Sindicato e administração reúnem-se na próxima semana

O sindicato SITE Sul vai-se reunir com a administração da fábrica da Volkswagen no dia 7 de Setembro para pedir a retirada da proposta que prevê a obrigatoriedade de trabalhar aos sábados. "Adesão à greve é total", avança o sindicato.
Autoeuropa: Sindicato e administração reúnem-se na próxima semana
Bruno Simão
André Cabrita-Mendes 30 de agosto de 2017 às 16:41
A administração da Autoeuropa e o sindicato SITE Sul vão reunir-se na próxima semana. O encontro entre a direcção da fábrica da Volkswagen e o sindicato afecto à CGTP vai ter lugar no dia 7 de Setembro.

"A administração aceitou o pedido de reunião com o sindicato SITE Sul que vai ter lugar no dia 7 de Setembro", avançou ao Negócios Eduardo Florindo, responsável deste sindicato.

"O objectivo desta reunião é transmitir a resolução aprovada nos plenários de dia 27 de Agosto, onde os trabalhadores rejeitaram a proposta e querem a retirada da proposta pela administração", adiantou.

"Os trabalhadores rejeitam a obrigatoriedade de trabalharem todos os sábados. Não estão contra a introdução do terceiro turno [turno nocturno] na empresa, até porque vai criar mais emprego na empresa. O que os trabalhadores rejeitam, e o sindicato apoia, é a obrigatoriedade de trabalhar todos os sábados. Mesmo receberem como horas extraordinárias, não querem a obrigatoriedade de trabalharem todos os sábados, porque entendem que devem ter o fim-de-semana para a sua família", explicou Eduardo Florindo.

Questionado se acredita se é possível alcançar um acordo, o responsável do SITE Sul diz que é "desde que haja diálogo entre as partes é sempre possível chegar a um entendimento e a um acordo".

Sobre a adesão à greve no turno da tarde, Eduardo Florindo disse que a "adesão à greve é total. Neste momento não existe na fábrica qualquer área ou secção a laborar. 

Em relação ao dia de greve, o sindicalista fez o balanço desta greve histórica na Autoeuropa. "Desde às 23:30 que a Autoeuropa está completamente parada. Não se produziu um único automóvel".


(Notícia actualizada às 16:55)



A sua opinião3
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 30.08.2017

Se os automóveis produzidos na unidade industrial podem vir a sofrer uma redução de 33 ou mais por cento no seu preço por via da aplicação de tecnologia da área da automação e robótica industrial, obviamente que eu enquanto consumidor de automóveis quero usufruir o quanto antes dessa redução de preço. Se por acréscimo, enquanto accionista, posso obter sob a forma de dividendos e potenciais mais-valias um excelente retorno sobre o investimento em acções dessas empresas que desenvolvem e fabricam sistemas de automação e robótica industrial, não restam dúvidas de que o sindicalismo defensor do excedentarismo, a par com a corrupção, a escravatura e o genocídio, é um mal que deve ser extirpado das economias e sociedades sem qualquer hesitação.

comentários mais recentes
ggov 30.08.2017

Parece estar criado um braço de ferro entre a administração da AE, que manifestou disponibilidade para negociar apenas com a comissão de trabalhadores que vier a ser eleita, e o sindicato que como disse o António Chora, "está a fazer o assalto ao castelo" e o que pretende é protagonismo e para isso está disposto a extremar posições nem que ponha em causa um projecto de relevante importância para o país. Enquanto andam entretidos, nos bastidores, vários governos já mexem os cordelinhos junto da casa mãe para tentarem a deslocalização da produção do novo modelo para os respectivos países. Todos sabemos as consequenciais se isso se confirmar. Muitos dos que agora erguem o punho em riste, poderão num futuro próximo chorar baba e ranho por um posto de trabalho. Nessa altura terão todos os dias para passar com a família.
Esperemos que o bom senso prevaleça e os trabalhadores tenham a lucidez para se aperceberem que estão a ser manipulados por alguns indivíduos ao serviço do PCP.

eduardo santos 30.08.2017

AUTIEUROPA........nada sei sobre o assunto, mas.........pessoal , não alinhem pelos partidos políticos...........olhem pelo vosso interesse antes de mais.-----os partidos politicos envolvidos no vosso caso so vos prejudica---depois d perderem o emprego acabou .

Anónimo 30.08.2017

Se os automóveis produzidos na unidade industrial podem vir a sofrer uma redução de 33 ou mais por cento no seu preço por via da aplicação de tecnologia da área da automação e robótica industrial, obviamente que eu enquanto consumidor de automóveis quero usufruir o quanto antes dessa redução de preço. Se por acréscimo, enquanto accionista, posso obter sob a forma de dividendos e potenciais mais-valias um excelente retorno sobre o investimento em acções dessas empresas que desenvolvem e fabricam sistemas de automação e robótica industrial, não restam dúvidas de que o sindicalismo defensor do excedentarismo, a par com a corrupção, a escravatura e o genocídio, é um mal que deve ser extirpado das economias e sociedades sem qualquer hesitação.

pub