Automóvel Autoeuropa: Sindicato espera que administração apresente nova proposta na quarta-feira

Autoeuropa: Sindicato espera que administração apresente nova proposta na quarta-feira

Os sindicatos da fábrica da Volkswagen vão-se reunir com a administração na quarta-feira. A compensação sobre o trabalho ao sábado vai ser o grande tema em cima da mesa, depois dos trabalhadores terem chumbado a proposta anterior.
Autoeuropa: Sindicato espera que administração apresente nova proposta na quarta-feira
Autoeuropa
André Cabrita-Mendes 01 de agosto de 2017 às 22:05
A administração da Autoeuropa vai reunir-se esta quarta-feira com os sindicatos da fábrica. Os encontros com os sindicatos Site Sul e SIMA estavam marcados para a semana passada, mas acabaram por ser adiados para esta semana, num momento em que trabalhadores e a empresa ainda não chegaram a acordo sobre a compensação pelo trabalho ao sábado, depois de seis meses de negociação.

"Depois da proposta da empresa ter sido claramente derrotada em referendo, esperamos que na quarta-feira a administração apresente uma outra proposta que não colida com os interesses e os direitos dos trabalhadores", disse ao Negócios o responsável da federação sindical Fiequimetal, Manuel Bravo, a que pertence o sindicato Site Sul, afecto à CGTP. O responsável sindical garante que a greve marcada para 30 de Agosto continua de pé. 

As reuniões vão ter lugar dias depois dos trabalhadores da Autoeuropa terem rejeitado o acordo proposto pela administração, com mais de 70% das pessoas que votaram no referendo a chumbar a proposta. No entanto, das reuniões de quarta-feira não vai sair nenhum acordo, pois só a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa é que tem poder para negociar com a administração.

"A administração da Volkswagen Autoeuropa está a analisar o impacto dos resultados do referendo da passada semana. Esta reunião, que já estava prevista, insere-se nesse processo de análise", afirma fonte oficial da Autoeuropa.

Foi na madrugada de quinta-feira, 27 de Julho, que a administração e a comissão de trabalhadores da Autoeuropa chegaram a um acordo de princípio sobre a remuneração do trabalho ao sábado. Acordo 

Actualmente a Autoeuropa não trabalha ao sábado, mas o sexto dia de trabalho vai ser introduzido devido ao início de produção do novo modelo - o SUV T-Roc - que vai disparar a produção para mais de 200 mil automóveis em 2018, face aos 90 mil produzidos em 2016.

O acordo de princípio previa um pagamento mensal de 175 euros adicional ap previsto na lei, 25% de subsídio de turno e um dia adicional de férias. Estas medidas representam um aumento mínimo de 16% no rendimento mensal dos trabalhadores que trabalharem ao sábado.



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mais votado Anónimo 02.08.2017

Se existem áreas de actividade económica onde a tecnologia mais pode fazer no imediato para elevar grandemente a economia e a eficiência na realização eficaz de tarefas, reduzindo simultaneamente a comparativamente onerosa e ineficiente alocação de factor produtivo trabalho, esta é seguramente uma delas.

comentários mais recentes
José Pereira 03.08.2017

Os Comunistas e os Socialistas estão a destruir a Autoeuropa com as greves.
Se a Auto Europa sair de Portugal devido às greves nenhuma outra grande empresa multinacional quererá vir investir em Portugal.
Vamos enviar os Comunistas que temos em Portugal para a Venezuela, para saberem o que é fome.

Mr.Tuga 02.08.2017

Sindicaleiros de TRAMPA kamikazes....

No dia em que a empresa se decidir mudar para a Asia ou America Latina, vão ajoelhar todos! Até o PM e o afectos!

Anónimo 02.08.2017

Enquanto foi a comissão de trabalhadores a negociar diretamente com a empresa houve acordos, paz social e vantagens para todos. Pelos vistos a comunada já conseguiu lá entrar, é o que se vê. Seita miserável.

Anónimo 02.08.2017

A automação e robótica industrial associadas à inteligência artificial e à impressão 3D são uma realidade. E o mercado, que é feito de agentes económicos informados e esclarecidos, dotados de inteligência, sentido prático e bom senso, vão adoptá-las quer os neoluditas, os sindicalistas, os marxistas e os keynesianos despesistas desmiolados queiram, quer não.

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