Automóvel Autoeuropa: Vencedor das eleições confiante num acordo com a administração

Autoeuropa: Vencedor das eleições confiante num acordo com a administração

A lista E, liderada por Fernando Gonçalves, acredita que a comissão de trabalhadores e a administração vão conseguir chegar a um acordo até ao final do ano.
Autoeuropa: Vencedor das eleições confiante num acordo com a administração
Bruno Simão/Negócios
André Cabrita-Mendes 04 de outubro de 2017 às 12:32
A lista independente que venceu as eleições para a comissão de trabalhadores na Autoeuropa está confiante num acordo com a administração sobre os trabalhos aos sábados, sem um "extremar de posições" nos dois lados da mesa de negociações.

"Sim, esse é um dos nossos objectivos", disse Fernando Gonçalves quando questionado pelo Negócios se é possível alcançar um acordo laboral até ao final do ano. "Estamos com a Autoeuropa e sempre estivemos, não é por acaso que a empresa chegou onde chegou, sempre lutámos por isso".

Mas Fernando Gonçalves, líder da lista E, avisa já que o pré-acordo anterior não é suficiente. "Estamos abertos a uma plataforma de entendimento, mas não nos moldes que foram divulgados anteriormente", afirmou esta quarta-feira, 4 de Outubro.

O técnico da área de carroçarias da fábrica da Volkswagen defende que "mais importante que o dinheiro é a saúde dos trabalhadores. Porque se os trabalhadores não tiverem saúde a produção não corre de feição".

Em relação a uma compensação financeira, Fernando Gonçalves diz que os sábados têm que ser pagos como trabalho extraordinário. 
"Que haja a necessidade de trabalhar ao sábado, muito bem. Quem o quiser fazer, tem todo o direito de o fazer. Mas as pessoas quando vão trabalhar ao sábado é um trabalho extraordinário, portanto tem que ser pago como tal, e não pago como um dia normal de semana", defende.


Depois da eleição, existe agora um período máximo de 10 dias para a nova comissão de trabalhadores ser empossada. Depois, a nova comissão de trabalhadores vai ter que eleger o seu coordenador.

Fernando Gonçalves é o líder da lista com mais votos, mas para ocupar o cargo de coordenador o seu nome terá de ser aprovado pela maioria dos 11 membros da comissão de trabalhadores. Já a comissão executiva será composta por seis membros que serão eleitos através de voto secreto dos 11 membros da comissão executiva. A comissão executiva tem sido constituída por seis membros.

A lista E de Fernando Gonçalves conseguiu obter quatro lugares de um total de 11 na comissão de trabalhadores. Com três representantes eleitos cada, estão as listas C (liderada por José Carlos Silva e com membros afectos à CGTP) e a lista D, liderada por Fausto Dionísio.

Com um eleito, está a lista A, encabeçada por Paulo Marques e integrada por vários administrativos da fábrica. Por último, as listas B (liderada por Isidoro Barradas e com membros afectos à UGT) e a lista F (liderada pelo ex-coordenador da CT, Fernando Sequeira) ficaram de fora da comissão.

Nestas eleições votaram 3.909 trabalhadores da Autoeuropa, com os seguintes resultados: Lista E (30,3%), lista D (26,9%), lista C (26,5%), lista A (8,9%), lista B (2,6%) e lista F (2%).



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comentários mais recentes
eduardo santos Há 2 semanas

So quero dizer, mais uma vez, que os esquerdistas so vivem se houver gente pobre----logo não esperem que eles os ajudem a sair dos atuleiros-----pelo contrario, os esquerdistas é que precisam de vós, e nunca o contrario .----defendam os vossos empregos

A Tentar Perceber Há 2 semanas

O PCP já Pagou um Grande preço nas eleições por causa das Vossas Greves, de se ter colado ao PSD na Greve dos Enfermeiros, será completamente enterrado com a Ação dos Sindicatos dos Professores,e da Função Pública.

Puradura Há 2 semanas

A ignorância é atrevida ,pois se o PCP defende com unhas e dentes o comunismo e este defende uma sociedade sem capitalistas ,acham que o que sucedeu não foi previamente preparado ? E acham que ficam por aqui? Eles não são os culpados a sua politica é clara e quando dizem o contrário estão a enganar

A Autoeuropa deve ser protegida da CGTP Há 2 semanas

Custa-lhes a aceitar q foi, tendo como pano de fundo o PREC, que uma série de empresas foram destruídas, através de ocupações selvagens, após as quais o tempo de produção de riqueza foi trocado pelo dos plenários sem fim.
Claro!
Era certo e sabido q outra coisa não poderia suceder senão o desastre

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