Banca & Finanças Autoridade da Concorrência prevê tomar decisão sobre o cartel da banca em 2018

Autoridade da Concorrência prevê tomar decisão sobre o cartel da banca em 2018

Os bancos visados neste processo têm até ao final do ano para responderem à nota de ilicitude da Concorrência.
Autoridade da Concorrência prevê tomar decisão sobre o cartel da banca em 2018
Miguel Baltazar/Negócios
André Cabrita-Mendes 11 de julho de 2017 às 12:57

A Autoridade da Concorrência (AdC) espera tomar uma decisão sobre o cartel da banca em 2018, com os bancos visados a terem agora até ao final do ano para responderem à nota de ilicitude da AdC.

 

"Em 2018 esperamos poder finalmente ter uma decisão da Autoridade relativamente a este caso", revelou a presidente da AdC esta terça-feira, 11 de Julho, na comissão parlamentar de economia.

 

Margarida Matos Rosa explicou que o processo da banca passou agora para a fase seguinte, em que os bancos visados vão agora responder à nota de ilicitude da AdC, o que vai ter lugar até ao final deste ano. "Em Junho houve uma decisão do Tribunal da Concorrência", explicou Margarida Matos Rosa, "que permitiu desbloquear a fase da resposta".

 

O avançar para esta fase acontece depois de o Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão (TCRS) ter confirmado em Junho que confirmado a "metodologia adoptada pela AdC para o acesso ao "processo da banca" pelas empresas visadas e posterior exercício de direitos de defesa, que tinha sido contestada pelos bancos Santander, BCP e Banif", conforme-se pode ler no documento divulgado pela AdC.

 

Foi em Junho de 2015 que a Autoridade da Concorrência acusou 15 bancos de cartel. Em causa está a "suspeita de prática concertada, na forma de intercâmbio de informações comerciais sensíveis, de carácter duradouro, no que respeita à oferta de produtos de crédito na banca de retalho, designadamente crédito à habitação, crédito ao consumo e crédito a empresas", disse então a AdC.

 

"Esta prática, em alguns casos, terá durado cerca de 11 anos e incidido sobre informações não publicas, designadamente, intenções de alteração de spreads", dizia então o comunicado emitido pelo regulador. 


Este processo abrange os maiores bancos em Portugal, como a CGD, BCP, BES, BPI e Santander Totta, mas também instituições mais pequenas como o Crédito Agrícola, Banif, Montepio, Barclays, Banco Popular, Banco BIC e BBVA Portugal. Tem sido noticiado que a origem deste caso está numa denúncia feita pelo Barclays, o que nunca chegou a ser confirmado oficialmente pela Autoridade da Concorrência.




A sua opinião10
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 11.07.2017

A dívida pública anda a bater recordes. Mas o pior é que a banca de retalho subsidiada pelo Estado está mesmo à espera disso para aumentar a carteira de clientes e elevar o "produto bancário". A banca de retalho tradicional é a maior amiga do excedentarismo, da falta de transparência e demais fontes de despesismo. Não brinquem mais com o fogo que esta pandilha é perigosa e totalmente irresponsável.

comentários mais recentes
Anónimo 11.07.2017

...mas investigar a concertação na subida atual dos tarifários/comissões, nada.
Muito bem.

o BAKINTER anda de volta do BCP 11.07.2017

o BAKINTER anda a sobrevoar o MILENIUM BCP por causa do BREXIT lá na TERRA deles eles querem um porto seguro

Camponio da beira 11.07.2017

Tanta pressa para quê?

surpreso 11.07.2017

Até lá,dorme,filha!

ver mais comentários
pub