Tecnologias Autoridades americanas lançam investigação criminal à Equifax pelo ataque cibernético

Autoridades americanas lançam investigação criminal à Equifax pelo ataque cibernético

O Departamento de Justiça dos EUA lançou uma investigação criminal ao ataque informático que a Equifax foi alvo há alguns dias e que expôs informações pessoais de 143 milhões de americanos.
Autoridades americanas lançam investigação criminal à Equifax pelo ataque cibernético
Bloomberg
Ana Laranjeiro 19 de setembro de 2017 às 08:53

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está a investigar o ataque informático à Equifax, uma das três grandes empresas de informação de crédito dos Estados Unidos, e que expôs os dados pessoais de 143 milhões de norte-americanos.

"O procurador para o norte do distrito de Geórgia está a trabalhar com o FBI para conduzir uma investigação criminal à falha da Equifax e que resultou no roubo de informação pessoal", disse John Horn, procurador interino no departamento de Atlanta, citado pelo Financial Times


No início deste mês, a Equifax, revelou que tinha sido alvo de um ataque cibernético e que os piratas terão acedido a nomes, moradas, números de segurança social de, potencialmente, 143 milhões de consumidores


A empresa explicou na altura que os piratas informáticos tinham tirado partido "de uma vulnerabilidade da aplicação do website para terem acesso a determinados ficheiros", desde meados de Maio até Julho deste ano. Além disso, os hackers terão também acedido a documentos relativos a litígios que continham informações pessoais de cerca de 182 mil consumidores. Relativamente ao número de cartões de crédito, a empresa estima que os piratas cibernéticos tenham conseguido ter acesso aos números de 209 mil consumidores.


O procurador norte-americano poderá também investigar o uso de informação privilegiada por parte de três executivos de topo da empresa, de acordo com a Bloomberg, citada pelo FT. A confirmar-se esta investigação vai ser mais uma questão que a empresa vai ter de enfrentar, dado que a Federal Trade Commission reconheceu na semana passada que estava a investigar se os dirigentes da empresa, com acesso a informação privilegiada a utilizaram para fins menos próprios.

No início de Setembro, a agência de informação noticiava que três executivos de topo da Equifax tinham vendido acções da empresa antes do anúncio do ataque cibernético. Três executivos seniores venderam acções no valor de 1,8 milhões de dólares, dias antes da empresa ter descoberto a falha de segurança. Apesar de a empresa ter explicado em comunicado que os três executivos não tiveram conhecimento da falha de segurança, os registos regulatórios indiciam um cenário que poderá não ser bem assim.

A Bloomberg avança entretanto, citando três fontes, que a Equifax teve conhecimento de uma grande falha nos seus sistemas informáticos em Março, cerca de cinco meses antes da data que em publicamente anunciou que tinha sido alvo de um ataque cibernético.

Num comunicado, a empresa adiantou que o problema ocorrido em Março não estava relacionado com o ataque cibernético que permitiu que os dados de 143 milhões de americanos fossem expostos. Contudo, fontes da agência adiantam que os dois ataques foram realizados pelas mesmas pessoas.




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