Aviação Aviação civil gerou lucros de 17 milhões em 2015

Aviação civil gerou lucros de 17 milhões em 2015

As empresas que actuam no sector da aviação civil geraram proveitos operacionais de quase 5 mil milhões de euros em 2015. No ano passado o emprego aumentou, assim como os investimentos.
Aviação civil gerou lucros de 17 milhões em 2015
Bloomberg
Maria João Babo 30 de dezembro de 2016 às 13:27

Os resultados líquidos do conjunto das actividades que actuam no negócio da aviação civil somaram, em 2015, 17,2 milhões de euros, um valor que contrasta com os resultados negativos de 33,5 milhões registados em 2014.

De acordo com o Anuário da Aviação Civil de 2015, divulgado agora apela Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), apesar das perdas de 124 milhões de euros atribuídas ao transporte aéreo (cerca do dobro do registado em 2014), os restantes segmentos melhoraram o seu desempenho.

Os resultados líquidos de aeroportos e aeródromos ultrapassaram os 100 milhões de euros (mais 60 milhões do que em 2014), os das empresas de manutenção somaram 23 milhões e os da assistência em escala contribuíram com mais de 10 milhões.

As empresas de aviação executiva, que tinham perdido mais de 21 milhões em 2014, reduziram em 2015 o prejuízo para cerca de três milhões, enquanto no caso do trabalho aéreo as perdas de 2014 deram lugar a lucros de três milhões.

De acordo com a ANAC, os proveitos operacionais das empresas ligadas à aviação civil somaram 4.990 milhões de euros em 2015, ligeiramente menos do que os 5.084 milhões gerados um ano antes.

Neste caso, o maior contributo, de quase 2,9 mil milhões, foi dado pelas empresas de transporte aéreo, ainda que tenha ficado 6,4% abaixo de 2014.

Já os aeroportos e aeródromos aumentaram os proveitos operacionais em cerca de 18% para quase 552 milhões de euros, enquanto na aviação executiva o acréscimo foi de quase 8% para 509,8 milhões de euros.

No caso da navegação aérea, os proveitos operacionais registaram apenas um ligeiro recuo para 168,7 milhões de euros, , o mesmo acontecendo nas empresas de manutenção, aeronavegabilidade de produção de aeronaves, que geraram 516 milhões, e na assistência em escala, onde o recuo foi de cerca de um milhão para 306 milhões de euros.


No trabalho aéreo os proveitos operacionais registaram uma redução mais acentuada, de de 49,4 para 36,8 milhões de euros, enquanto na formação foram gerados 13,8 milhões de euros.

De acordo com o Anuário da Aviação Civil, o emprego total nestes diferentes segmentos era de 21.229 pessoas, mais 144 do que um ano antes, tendo havido aumentos no transporte aéreo e a assistência em escala que, juntos, empregam 13.700 pessoas.

Os investimentos brutos também aumentaram em 2015 quase 33% para 148,7 milhões de euros, a grande fatia (cerca de 66 milhões) realizada por aeroportos e aeródromos, seguindo-se o transporte aéreo (55 milhões).




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