Aviação Avião cruza-se com drone na aproximação ao Aeroporto de Lisboa. Sétimo incidente este mês

Avião cruza-se com drone na aproximação ao Aeroporto de Lisboa. Sétimo incidente este mês

Um avião da Ryanair cruzou-se esta segunda-feira com um drone a cerca de 500 metros de altitude, quando já estava na fase final de aproximação para aterrar no Aeroporto de Lisboa, disseram à agência Lusa fontes aeronáuticas.
Avião cruza-se com drone na aproximação ao Aeroporto de Lisboa. Sétimo incidente este mês
Bloomberg
Lusa 26 de junho de 2017 às 22:28

Segundo as mesmas fontes, o Boeing 737-800, com capacidade para 162 passageiros, proveniente do Aeroporto do Porto, cruzou-se com um drone, pelas 15:00, no momento em que a aeronave sobrevoava a zona entre a Praça de Espanha e Sete Rios, já na fase final da aproximação ao Aeroporto Humberto Delgado, para aterrar na pista 03.

 

Este é o sétimo incidente do género este mês e o 11º. desde o início do ano.

 

Contactada pela Lusa, a NAV Portugal (responsável pela gestão do tráfego aéreo) confirmou a ocorrência, acrescentando que irá notificar a Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) e o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF).

 

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou hoje, em Bruxelas, que o Governo aguarda respostas do regulador (ANAC) sobre os repetidos incidentes com drones nas proximidades de aviões, admitindo que "isto não pode continuar".

 

O regulamento da ANAC proíbe o voo destes aparelhos a mais de 120 metros de altura e nas áreas de aproximação e descolagem de um aeroporto.

 

O GPIAAF anunciou há mais de uma semana a realização de um estudo de segurança devido aos vários incidentes envolvendo a presença de drones nas trajectórias de aviões.

 

Na noite de domingo, um avião da TAP Express, operado pela White Airways, com 74 passageiros, cruzou-se com um drone a 900 metros de altitude, na aproximação ao Aeroporto de Lisboa.

 

O piloto do avião modelo ATR, que fazia a ponte aérea Porto--Lisboa, reportou, pelas 20:20, "um drone a 50 metros da asa direita, a 900 metros de altitude", quando sobrevoava a zona do Pragal, Almada, e pouco antes de passar à vertical da Ponte 25 de Abril, acrescentando que o aparelho "media, no mínimo, um metro".

 

A 19 de Junho, um Boeing da companhia holandesa KLM reportou que um drone "voou ao seu lado" a 1.200 metros de altitude, à vertical do Farol do Bugio, no estuário do Rio Tejo.

 

Nesse dia, fontes aeronáuticas explicaram à Lusa que o incidente ocorreu quando os pilotos do Boeing 737-800, com capacidade para 162 passageiros, se aperceberam de "um drone a voar ao lado", no momento em que o avião estava no corredor aéreo para rumar ao Aeroporto de Lisboa, sendo aquela zona igualmente utilizada para os aviões que aterram e descolam do Aeródromo de Cascais.

 

A 16 de Junho, um avião da Aero Vip, do Grupo Seven Air, foi obrigado a realizar uma manobra para evitar a colisão com um drone a 300 metros de altitude quando estava em aproximação para aterrar no Aeródromo de Cascais, com 14 pessoas a bordo.

 

"Na aproximação à pista 35 de Cascais, vislumbrei um objecto que julguei ser uma ave. Ao aproximar-me, apercebi-me de que se tratava de um drone de grandes dimensões, de quatro rotores. Tive de mergulhar, aumentar a razão da descida, para evitar a colisão com o drone, que passou a cerca de cinco metros acima da asa esquerda", relatou nesse dia o piloto à Lusa.

 

A 14 de Junho, um avião da TAP, com cerca de 130 passageiros, cruzou-se com um drone a 700 metros de altitude, quando se preparava para aterrar no Aeroporto de Lisboa.

 

O Airbus 319, proveniente de Milão, Itália, "cruzou-se" com o drone por volta das 21:00, no momento em que a aeronave estava à vertical da Ponte 25 de Abril, na zona de Alcântara, e a poucos minutos de aterrar no Aeroporto Humberto Delgado.

 

A 1 de Junho, um Boeing 737-800, da companhia TVF, France Soleil, grupo Air France/KLM, com cerca de 160 passageiros, teve de realizar várias manobras para evitar a colisão com um drone a 450 metros, quando a aeronave se preparava para aterrar no Aeroporto do Porto.




A sua opinião4
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Dono dos Burros 27.06.2017

Algumas alucinações pela certa. Também eu me queixo, que me cruzo com bicicletas em cima do passeio e o que é que a bófia faz? Anda também de bicla em cima do passeio, com uma vestimenta gay (azulinha-bébé). Deixem os drones em paz, persigam antes os políticos ladrões.

SALAZAR 26.06.2017

OS DRONES TÊM QUE SER COMPLETAMENTE PROIBIDOS NAS ZONAS DE AEROPORTOS ANTES QUE ACONTEÇAM DESGRAÇAS, COM PENAS A SÉRIO, DE PRISÃO EFECTIVA, E NÃO COM PENAS SUSPENSAS, PARA QUEM INFRINJA.

Skizy 26.06.2017

Nao sei se ja se deram conta mas esta criada a proxima arma terrorista para deitar avioes abaixo. É so adicionar umas centenas de gramas de explosivo e direcionar o voo a um motor do aviao.

Paulo 26.06.2017

Já falta pouco para um dia destes entrar um numa turbina e depois...Existe legislação mas é como nos incêndios.

pub