Banca & Finanças Banca portuguesa aumenta dependência do BCE pelo segundo mês consecutivo

Banca portuguesa aumenta dependência do BCE pelo segundo mês consecutivo

Os bancos nacionais voltaram a aumentar os empréstimos junto do Banco Central Europeu. Ainda assim, os valores estão 11% abaixo do observado há um ano e longe dos montantes registados durante a crise financeira.
Banca portuguesa aumenta dependência do BCE pelo segundo mês consecutivo
Bloomberg
Sara Antunes 14 de fevereiro de 2017 às 12:57

A banca portuguesa tinha, no final de Janeiro, 22,968 mil milhões de euros de empréstimos junto do Banco Central Europeu (BCE), o que corresponde a um aumento de 2,66%, ou 596 milhões de euros, face ao mês anterior, revelam os dados divulgados esta terça-feira, 14 de Fevereiro, pelo Banco de Portugal.

 

Janeiro representa assim o segundo mês consecutivo de aumento dos empréstimos da banca nacional junto da autoridade monetária.

 

Ainda assim, os valores registados no primeiro mês do ano são 11,4%, ou 2,95 mil milhões de euros, mais baixos do que os observados em Janeiro do ano passado. E analisados apenas os meses de Janeiro, este é o primeiro mês do ano com o saldo mais baixo desde 2010, ano marcado por um aumento exponencial da dependência da banca nacional junto do BCE.

 

Em Janeiro de 2010, a banca portuguesa tinha 15,28 mil milhões de euros de empréstimos junto da autoridade liderada por Mario Draghi. Em Dezembro, este valor disparou para 40,89 mil milhões.

 

O pico mais elevado da dependência da banca nacional junto do BCE foi atingido em Junho de 2012, com o financiamento dos bancos portugueses a ascender aos 60,5 mil milhões. Nesta altura, marcada pelo resgate financeiro de Portugal, os mercados fecharam-se para as empresas nacionais. E, assim, a banca, assim como a generalidade das empresas portuguesas, deixaram de se conseguir financiar no mercado internacional. A única alternativa era recorrer ao BCE, o que foi feito.

 

Os empréstimos concedidos pelo BCE à banca nacional só desceram do patamar dos 40 mil milhões de euros em Junho de 2014, tendo continuado a descer progressivamente. Desde Janeiro de 2015, que o saldo do financiamento dos bancos portugueses se encontra na casa dos 20 mil milhões.




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