Banca & Finanças Banca quer “competência e idoneidade” na gestão dos activos tóxicos do Novo Banco

Banca quer “competência e idoneidade” na gestão dos activos tóxicos do Novo Banco

Os bancos estão preocupados com a solução de venda do Novo Banco, por implicar que o Fundo de Resolução mantenha 25% e possa injectar até 3.890 milhões na instituição. “Queremos garantir a competência e idoneidade” na gestão dos activos problemáticos do banco, revela Faria de Oliveira.
Banca quer “competência e idoneidade” na gestão dos activos tóxicos do Novo Banco
Paulo Duarte/Negócios
Maria João Gago 17 de maio de 2017 às 18:14

Depois de terem sido confrontados com a solução de venda do Novo Banco à Lone Star, que suscita preocupações aos bancos por poder implicar o aumento da exposição do Fundo de Resolução, os banqueiros querem assegurar que a qualidade da comissão que vai fiscalizar a gestão dos activos problemáticos da instituição.

 

"Queremos garantir a competência e idoneidade de quem vai estar na comissão de acompanhamento" da gestão dos activos problemáticos do Novo Banco, revelou o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), num encontro com jornalistas. Ou seja, os bancos querem ter uma palavra a dizer neste dossiê, assegurando a capacidade técnica dos futuros responsáveis por acompanhar o mecanismo de partilha de riscos da instituição acordada com o Estado. Uma possibilidade já admitida pelo ministro das Finanças.

 

A preocupação expressa por Fernando Faria de Oliveira resulta do facto de a solução de venda do Novo Banco implicar que o Fundo de Resolução – financiado pelo sector bancário – mantenha 75% da instituição e poder vir a ser chamado a desembolsar até 3.890 milhões de euros para compensar as perdas geradas por activos problemáticos que façam baixar o rácio de capital do banco aquém de determinado nível.

 

Tendo em conta o Fundo de Resolução já injectou 4.900 milhões no Novo Banco e ainda pode vir a mobilizar mais 3.890 milhões, a exposição indirecta do sector à instituição pode aproximar-se dos 8.870 milhões. "É uma exposição astronómica", lamenta o representante dos banqueiros.

 

Ainda assim, Faria de Oliveira reconhece que a venda do Novo Banco acabou por ser a "melhor solução possível".

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