Banca & Finanças Banco de Portugal admite actuar se bancos relaxarem na concessão de crédito

Banco de Portugal admite actuar se bancos relaxarem na concessão de crédito

Os "spreads" a descer e as maturidades a subir são sinais de que os bancos estão menos restritivos na hora de dar crédito. Para já, os alarmes não tocaram. Mas o regulador avisa os bancos de que pode vir a actuar.
Banco de Portugal admite actuar se bancos relaxarem na concessão de crédito
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 06 de dezembro de 2017 às 13:32

O Banco de Portugal pode vir a actuar junto dos bancos caso verifique que há um relaxamento excessivo nos critérios de concessão de crédito às famílias, segundo avisa no seu relatório de estabilidade financeira.


No documento, publicado esta quarta-feira, 6 de Dezembro, o regulador deixa o aviso às instituições financeiras: "O Banco de Portugal pondera a adopção de medidas adicionais tendo em vista reforçar a avaliação da capacidade creditícia dos mutuários pelas instituições".

 

O actual enquadramento económico, com as taxas de juro em mínimos históricos, potencia que a concessão de créditos seja menos restritiva, ou seja, que as regras impostas nas avaliações de crédito sejam menos exigentes.

 

"Spreads" e maturidades dão sinais

 

Os "spreads" praticados nos novos créditos à habitação têm vindo a comprimir-se, sobretudo devido à concorrência. "Ainda que os ‘spreads’ aplicados actualmente se situem muito acima dos níveis praticados antes da crise, já se encontram em níveis relativamente baixos no contexto do euro", comenta o Banco de Portugal. 

 

A maturidade média dos empréstimos concedidos também aumentou na banca nacional, "um valor máximo no contexto europeu". O rácio que compara o volume do empréstimo ao rendimento disponível também se tem agravado, mostrando critérios de menor restritividade no crédito.

 

Neste aspecto, o imobiliário é um dos aspectos em que o regulador mostra, no relatório de estabilidade financeira, a sua atenção: "A evolução dos preços no mercado imobiliário residencial poderá também ter consequências sobre os riscos para a estabilidade financeira, caso acentue essa menor restritividade no caso particular do crédito à habitação".

 

Ainda assim, à partida, há elementos que garantem a segurança do regulador liderado por Carlos Costa. Só que é necessário "assegurar que as actuais dinâmicas do crédito à habitação e da economia, em particular do mercado imobiliário, não comprometam a redução do ainda elevado rácio de endividamento dos particulares e não promovam a acumulação de risco excessivo no balanço dos bancos e a excessiva afectação de recursos da economia ao sector imobiliário". 




A sua opinião8
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 4 dias

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT87641
30 segundos da vossa atenção bastam para ajudar na regularização dos salários dos mais de 100.000 (!) portugueses a trabalhar em Angola.

comentários mais recentes
AA Há 4 dias

QUE OS BANCOS ESTÃO A RELAXAR NA CONCESSÃO DE CRÉDITO JÁ ESTÁ À VISTA ATÉ DO MAIS SIMPLES CIDADÃO. SÓ O BANCO DE PORTUGAL É QUE NÃO VÊ. COMO NÃO VIU O BCP, BPI, BPN, BPP, BANIF, BES, CGD E CLARO A BANCARROTA PORTUGUESA. AFINAL O BP SÓ SERVE PARA PAGAR BONS ORDENADOS A AMIGOS. O POVO PAGA OS BURACOS

Colegas do BP: vejam lá se não se "relaxam"… Há 4 dias

Vejam lá se não se relaxam, nem se deixam enganar no controlo dos mandatos dos administradores.
Há já casos de bradar aos céus e, se há razões fortes a justificar atrasos, então que sejam tornadas públicas.
Isto para que os Cidadãos, ao menos por esta vez , não sejam tentados a fazer juízos porventura injustos sobre a vossa atividade.
Nós precisamos que Vocês, com altos e baixos, continuem mesmo assim prestigiados, e nunca com fama de desleixados ou menos rigorosos

VERGONHA Há 4 dias

Os mesmos que querem que se esconda os devedores/credito mal parado. Esta gente anda a receber luvas. Para quê um BdP quando há um BCE??????

adamsmithsporting Há 4 dias

Estão atentos... como estiveram nos últimos 10 anos... foram só BPN, BPP, Banif e BES.

ver mais comentários
pub