Banca & Finanças Banco de Portugal "recebeu cinco propostas" para o Novo Banco

Banco de Portugal "recebeu cinco propostas" para o Novo Banco

"O Banco de Portugal recebeu cinco propostas" de compra para o Novo Banco, confirmou a instituição liderada por Carlos Costa. Em causa estarão as ofertas dos cinco candidatos já conhecidos: BCP, BPI, Apollo/Centerbridge, Lone Star e China Minsheng.
Banco de Portugal "recebeu cinco propostas" para o Novo Banco
Bruno Simão/Negócios

São cinco as propostas que chegaram às secretárias de Carlos Costa e de Sérgio Monteiro para a compra do Novo Banco. Como tem sido hábito, o Banco de Portugal não divulga quem são os interessados. 

"O Banco de Portugal recebeu cinco propostas no âmbito dos dois procedimentos de venda – Procedimento de Venda Estratégica e Procedimento de Venda em Mercado –, cuja análise agora se inicia à luz dos critérios estabelecidos nos respectivos cadernos de encargos, divulgados no passado mês de Abril", assinala o regulador do sector financeiro num comunicado com dois parágrafos.

O prazo para a entrega de propostas vinculativas terminou às 17:00 desta sexta-feira, 4 de Novembro. No comunicado, o Banco de Portugal fala nas propostas mas não menciona se são vinculativas. 

Até aqui, já havia notícias sobre cinco ofertas: BPI, BCP, Lone Star, Apollo/Centerbridge e Minsheng Financial. O regulador sob o comando de Carlos Costa não especifica quais foram as propostas no procedimento de venda directa nem as que entraram na venda em mercado. Mas o grupo chinês era o único que tinha uma oferta que se enquadrava neste último procedimento. 

O banco liderado por Nuno Amado voltou a entregar a mesma carta que tinha já enviado no Verão e, tendo em conta que o regulador fala na recepção de cinco ofertas, considerou-a como elegível. 

Tal como tinha acontecido no primeiro concurso internacional, os nomes de quem entregou a propostas não são revelados. 

O Negócios já deu conta de que houve um novo interessado, a Axia Ventures, mas que, à partida, não terá chegado a tempo do prazo definido pela equipa liderada por Sérgio Monteiro. 

O Banco de Portugal está a proceder à venda da posição accionista do Fundo de Resolução no Novo Banco. A posição foi adquirida através da injecção de 4,9 mil milhões de euros, 3,9 mil milhões dos quais por dinheiro público.

O Novo Banco resulta da medida de resolução aplicada ao Banco Espírito Santo a 3 de Agosto de 2014. O primeiro concurso, iniciado em Dezembro daquele ano, falhou em Setembro de 2015. No arranque de 2016, começou o novo processo que teve agora a entrega das propostas.

O Novo Banco, liderado por António Ramalho, é um banco de transição e, como tal, tem de ser vendido até Agosto de 2017, três anos após a sua constituição. Não acontecendo, o primeiro-ministro já admitiu que o caminho é a liquidação. 


(Notícia actualizada com mais informações às 19:58)



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mais votado JCG Há 6 dias

O que é que este tipo ainda anda aqui a fazer? a solução é simples e óbvia: entreguem o Novo Banco (as ações representativas do capital do NB) aos outros bancos que participam no fundo de resolução (FR), na mesma percentagem, pois se são todos os outros bancos que suportam o prejuizo com o NB devem também ter a oportunidade de ficar com a "coisa", em vez de a entregarem a um outro operador ao preço da uva mijona dando-lhe de bandeja uma vantagem competitiva ilegítima face aos concorrentes (que é o que acontece quando um investidor adquire um ativo produtivo a um preço fortemente subsidado, no caso pelos concorrentes).

A seguir, cotem o NB na Bolsa, quem quiser vender a sua parte, vende (depois de pagar a sua quota respetiva no FR) e se o entenderem façam um aumento de capital em Bolsa.

É claro que soluções simples têm o problema de dar menos dinheiro a mamar às corjas de parasitas que se alimentam destas coisas.

comentários mais recentes
Ja roubam pouco Ja. Há 1 semana

Esta vai ser mais uma negociata a politica tuga, onde o Ze pagante têm de ser mugido, como de um touro se trata-se. Eu vos aconselho, comprem vaselina vai ser mais uma Sodomizacao a frio. O cagero vai arder-vos so mais uma vez. E as corjas a gozar. Cadê do DDTudo?

Quando falta a vergonha, tudo vale Há 4 dias

Como é comumente sabido, foi o próprio Passos que indigitou o seu correlegionário político do PSD Sérgio Monteiro para a venda do Novo Banco, com o ordenado de € 30.000 mensais.
Porque será que, para o cadáver político do presidente do PSD, esse já não é um ordenado pornográfico ?

Anónimo Há 5 dias

JUSTIÇA precisa-se. Quem comprar o NOVO BANCO BES leva milhares de clientes conservadores e fidelizados a mais de 20 anos e que se sentem profundamente ENGANADOS pela sua equipa pois não avisaram que PAPEL COMERCIAL é de alto risco e não garantido pelo fundo de garantia. A confiança morreu.

JCG Há 6 dias

Quanto ao BCP, comprar uma unidade produtiva/ uma empresa a um preço muito inferior ao seu valor real (como parece estar em vias de acontecer), com um desconto no preço suficiente para cobrir todas as eventualidades e toda a tralha que vem agarrada - imagino as centenas de diretores e similares que ainda por lá andarão a arrastar-se -, ganhando-se assim uma inerente vantagem competitiva face à concorrência, é sempre uma boa ideia de negócio, desde que, repito: desde que se tenha capacidade de gestão e se saiba bem o que se vai fazer com essa aquisição. É no referente a esta última parte da equação que vêm as minhas reservas.

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