Banca & Finanças Banco espanhol encaixa 688 milhões em IPO para reembolsar ajuda estatal

Banco espanhol encaixa 688 milhões em IPO para reembolsar ajuda estatal

O Unicaja vai amanhã para a bolsa espanhola avaliado em 1,7 mil milhões de euros após as acções terem sido vendidas no ponto mais baixo do intervalo  do IPO.
Banco espanhol encaixa 688 milhões em IPO para reembolsar ajuda estatal
Reuters
Nuno Carregueiro 29 de junho de 2017 às 11:41

O Unicaja ficou o preço de venda de acções aos investidores na oferta pública inicial (IPO) no ponto mais baixo do intervalo pré-definido, um sinal que o mercado ainda mostra cautela com o sector financeiro espanhol.

 

Foram vendidas 625 milhões de acções a 1,10 euros cada (o intervalo do IPO tinha sido fixado entre 1,1 e 1,4 euros), pelo que o Unicaja vai encaixar 688 milhões de euros com a entrada em Bolsa. Dinheiro que será utilizado quase na íntegra para reembolsar o Estado espanhol em 604 milhões de euros, que subscreveu títulos de dívida de capital contigente (CoCo) em 2014.

 

Com a venda das acções a 1,1 euros, o Unicaja fica com uma capitalização bolsista de 1,7 mil milhões de euros e uma avaliação que equivale a 0,41 vezes o valor contabilístico do banco sedeado em Málaga. O Unicaja tem 1.259 balcões e mais de 3,1 milhões de clientes, com quotas de mercado de dois dígitos nas regiões da Andaluzia e Castela.

 

Depois da queda do Popular, que foi comprado por um euro pelo Santander, vários analistas consideraram que o IPO do Unicaja estava em risco, sobretudo depois do Liberbank (o último banco espanhola a realizar um IPO) ter afundado em bolsa.

 

Contudo a operação acabou por avançar, sendo que as acções vão ser admitidas à negociação na bolsa espanhola já esta sexta-feira, 30 de Junho.

 

"Esta avaliação mostra que o mercado ainda vê com cepticismo o potencial dos bancos espanhóis de menor dimensão, num mundo marcado pelas baixas taxas de juro e digitalização", comentou à Bloomberg Nicolas Lopez, analista da Mercados y Gestion de Valores.

 

O Unicaja obteve lucros de 135 milhões de euros em 2016 e segundo os analistas tem um balanço mais robusto que os seus pares espanhóis, com destaque para os níveis mais reduzidos do crédito malparado. O banco é controlado por uma fundação, que faz acção social com os dividendos que recebe da instituição.




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