Banca & Finanças Banco Popular com prejuízos de quase 3.500 milhões

Banco Popular com prejuízos de quase 3.500 milhões

O registo de mais de 5.500 milhões de euros em provisões penalizou as contas do banco espanhol no ano passado. Excluindo itens não recorrentes, o resultado teria sido positivo em 185 milhões de euros.
Banco Popular com prejuízos de quase 3.500 milhões
Direitos Reservados
Paulo Zacarias Gomes 03 de fevereiro de 2017 às 07:54

O Banco Popular terminou o exercício de 2016 com um resultado negativo de 3.485 milhões de euros impactado pelo registo de provisões, depois de um prejuízo de 3.580 milhões registado no último trimestre do ano passado.

O valor, divulgado esta sexta-feira, 3 de Fevereiro, compara com 172,6 milhões de perdas entre Outubro e Dezembro de 2015 e ficou acima das previsões dos analistas sondados pela Bloomberg, que apontavam para um resultado negativo de 3 mil milhões nos últimos três meses do ano.

A pesar nas contas da instituição espanhola estão provisões de 5.692 milhões de euros constituídas no ano passado para acomodar perdas com empréstimos. Excluindo itens não recorrentes, o resultado teria sido positivo em 185 milhões de euros durante 2016.

A instituição vendeu entretanto crédito malparado no valor de 621 milhões de euros nas primeiras operações do género levadas a cabo pelo Popular.

O processo de reestruturação do banco acrescentou custos de 370 milhões de euros às contas, elevando para os 2.028 milhões de euros os custos totais no ano passado. De 2017 em diante estes custos deverão rondar os 200 milhões por ano.

A integração do negócio português – transformação do Banco Popular Portugal numa sucursal do Popular Espanhol -, anunciada no início do ano, é referida na apresentação de resultados como parte do processo de optimização do banco, melhorando a eficiência e agilidade das operações, no âmbito do projecto Gold.

Em comparação com o trimestre homólogo, o banco que anunciou recentemente a integração do negócio português como sucursal da instituição de Espanha, viu a quota de mercado no negócio de crédito aumentar de 7,68% para 7,75% enquanto nos depósitos essa quota subiu de 5,95% para 6,13%.

O valor constituído em depósitos de clientes cresceu 2% no ano passado em termos homólogos para cerca de 78 mil milhões de euros.


A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub