Banca & Finanças Banco Popular desiste de criar sucursal em Portugal

Banco Popular desiste de criar sucursal em Portugal

O Banco Popular comunicou à CMVM que desistiu de criar uma sucursal em Portugal. Decisão surge depois do Santander ter comprado a instituição por um euro.
Banco Popular desiste de criar sucursal em Portugal
Bloomberg
Negócios 22 de junho de 2017 às 17:23

O Banco Popular desistiu de criar uma sucursal em Portugal. A instituição, em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), informa da "desistência do pedido de autorização prévia da cisão parcial transfronteiriça intracomunitária a favor do Banco Popular Español, S.A., no âmbito da qual o Banco Popular Español, S.A. iria constituir uma sucursal em Portugal para o exercício da actividade bancária objecto da planeada cisão, e de alterações aos estatutos do Banco Popular Portugal, S.A. para uma sociedade de locação financeira".

A 5 de Janeiro, foi noticiado que o Banco Popular Portugal ia transformar-se numa sucursal do Popular Espanhol. Contudo, no início deste mês, o Santander adquiriu, por um euro, o Banco Popular, o que ditou o fim da pretensão a criar uma sucursal.

O espanhol Banco Popular foi assim integrado no Santander a 7 de Junho. A transferência, feita por um preço de compra de um euro, faz parte de uma medida de resolução.

"O Conselho Único de Resolução transferiu todas as acções e instrumentos de capital do Banco Popular Español para o Banco Santander". A afirmação constava de um comunicado do Conselho Único de Resolução, depois de o Banco Central Europeu ter determinado que a instituição financeira não era viável.

Segundo a nota, o Banco Popular vai "operar sob condições de negócio normais como um membro solvente e com liquidez do Grupo Santander com efeito imediato". A aquisição foi feita no âmbito de uma medida de resolução.


Em Portugal, no final de 2015, o Santander Totta adquiriu o Banif também integrado na utilização deste regime que visa minimizar o uso de dinheiros públicos nas soluções para os problemas bancários. No caso espanhol, não há dinheiros públicos, mas em Portugal houve (até 3.000 milhões de euros, em dinheiro fresco e garantias bancárias), para garantir a estabilidade da instituição.




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