Banca & Finanças Banco Popular Portugal desaparece com conclusão da integração no Santander Totta

Banco Popular Portugal desaparece com conclusão da integração no Santander Totta

O Banco Popular Portugal deixou de existir. A marca vai desaparecer. O processo de venda e integração no Santander Totta ficou concluído com a autorização dada pelo BCE. O banco português fica também com sociedades informáticas.
Banco Popular Portugal desaparece com conclusão da integração no Santander Totta
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 27 de dezembro de 2017 às 16:07

O Santander Totta concluiu a aquisição do Banco Popular Portugal à sua casa-mãe, o espanhol Santander. A autorização do Banco Central Europeu (no âmbito do Mecanismo Único de Supervisão) chegou antes do final do ano, como era vontade do presidente, António Vieira Monteiro.

 

"Tendo sido obtidas as autorizações necessárias, foi concluído na presente data o processo de aquisição e de fusão simplificada por incorporação do Banco Popular Portugal, no Banco Santander Totta", revela o banco de direito português na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

Com a resolução do espanhol Popular, aplicada em Junho deste ano, o Popular Portugal também foi comprado pelo Santander. Só que o grupo presidido por Ana Botín optou por juntar aquele banco à instituição que já tinha a operar em Portugal, o Santander Totta. A operação obrigava a luz verde de supervisores: a ASF, de seguros, já a tinha dado, o Banco de Portugal também a concedeu. 

 

"Com a concretização da fusão, o Banco Popular Portugal deixa de existir enquanto entidade jurídica, sendo todos os seus direitos e obrigações transferidos para o Banco Santander Totta", assinala o comunicado emitido esta quarta-feira, 27 de Dezembro.

 
Marca desaparece

Em Espanha, a mudança de insígnia será gradual e irá estender-se até 2019. Em Portugal, o Santander Totta indica, num comunicado enviado às redacções, que a marca Popular Portugal vai acabar. 

"Com esta aquisição ao Banco Popular Español, a marca Popular Portugal será descontinuada e todos os balcões passarão a ter a imagem Santander Totta. Os colaboradores do Popular Portugal serão integrados nas estruturas do Santander Totta", diz a nota.

Compras de outras entidades

 

Aproveitando que estava a passar para o Santander Totta o Popular Portugal, o grupo espanhol optou também por transferir as operações que têm lugar em território nacional, tendo ou não sido adquiridas com o Popular. Em relação a nenhuma das entidades adquiridas é avançado preço.

 

O Santander Totta comprou a Primestar Servicing SA, "sociedade que, até ao momento, geria a área de recuperações de créditos e de activos imobiliários do Banco Popular Portugal".


Além disso, comprou também as actividades informáticas que estavam a ser desenvolvidas para o Santander Totta pelas sucursais em Portugal da Ingenieria de Software Bancário e da Produban – Servicios Informaticos Generales. 

Em relação aos seguros, pese embora a autorização já recebida da ASF, ainda não houve integração: "Para os primeiros dias de Janeiro perspectiva-se também a aquisição pela Santander Totta SGPS do capital da Eurovida SA e a tomada de controlo indireto da Popular Seguros SA". 

"A partir de hoje, tornamo-nos no maior banco privado português em termos de activos e crédito no mercado doméstico, o que vem reforçar a nossa missão de apoiar as famílias e as empresas rumo ao crescimento", afirma Vieira Monteiro, citado no comunicado. 

Racionalização da estrutura a caminho

 

A integração entre as duas estruturas pode, assim, ter lugar, apesar de a gestão do Santander Totta já ter assumido a liderança do Popular Portugal em meados de Novembro.

 

No documento da integração, noticiado pelo Negócios em Setembro, o Santander Totta admitia que a operação iria implicar uma "racionalização de recursos", nomeadamente de trabalhadores. Em Novembro, Vieira Monteiro admitiu estar sempre disponível para negociar saídas, mas garantiu que não seriam implementadas medidas diferentes das que têm sido usadas até aqui, ou seja, não recorrendo a despedimento colectivo.

 

"Obtidas as autorizações, estaremos preparados para fazer os estudos necessários a essa integração", afirmou Vieira Monteiro em Novembro.


(Notícia actualizada às 17:13 com mais informações)



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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Mais uma leva de funcionários para o desemprego, o especialista vai criar a pressão psicológica humilhante para despedir , como deixar durante meses funcionários sem fazer nada sentados numa secretária a coçar a micose e depois , ....adiós foi um prazer ter-vos conhecido.

Anónimo Há 3 semanas

ES´ MESMO OTARIO

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