Banca & Finanças Banco de Angola quer aproximar modelo de supervisão financeira ao de Portugal

Banco de Angola quer aproximar modelo de supervisão financeira ao de Portugal

O governador do banco central de Angola, Valter Filipe Duarte, anunciou que o Banco Nacional de Angola vai receber "assistência técnica" de Portugal e da África do Sul. O objectivo é aproximar o modelo angolano de supervisão financeira ao sul-africano.
Banco de Angola quer aproximar modelo de supervisão financeira ao de Portugal
Reuters
David Santiago 05 de Outubro de 2016 às 16:17

Angola quer aproximar o modelo de supervisão financeira àquele que vigora em Portugal e na África do Sul. Segundo declarações prestadas pelo governador do Banco Nacional de Angola, Valter Filipe Duarte, à rádio estatal RNA, e citadas pela agência Bloomberg, o banco central angolano vai mesmo receber "assistência técnica" da instituição homóloga sul-africana.

 

O anúncio feito por Valter Filipe Duarte enquadra-se no processo de reestruturação do sistema financeiro em curso em Angola, através do qual o governador do banco central angolano pretende aproximar o modelo de supervisão bancária aos existentes em Portugal e na África do Sul.

 

Isto numa altura em que o sistema financeiro angolano enfrenta dificuldades de monta. Ainda na passada segunda-feira, o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, nomeou uma nova administração para o Banco de Poupança e Crédito (BPC), uma das principais instituições financeiras do país.

 

O BPC atravessa actualmente um processo de reestruturação, em especial devido aos 1,1 mil milhões de euros que o banco tem em crédito vencido. Isto já depois de em Setembro último ter sido noticiado que o Estado angolano pretende emitir a breve trecho 1,2 mil milhões de euros em dívida por forma a apoiar a gestão de activos financeiros deste banco estatal.

Portugal e Angola continuam a trabalhar num caso comum aos dois países. Trata-se do antigo Banco Espírito Santo Angola (BESA), que na decorrência do elevado volume de crédito malparado, detectado em 2014, foi alvo de uma intervenção da parte do Banco Nacional de Angola, o que acabou por levar à saída do então BES do capital social da filial angolana, sendo substituído como accionista de referência pela petrolífera estatal angolana Sonangol. Os problemas no BESA ditaram perdas financeiras para o BES.
 




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comentários mais recentes
JCG 06.10.2016

É claro que não serve de nada dizer-se que se vai adoptar um modelo ou plano muito bom e depois na prática não se fazer nada disso, coisa que ocorre com frequência. Porque uma coisa é o campo dos ideais, outra é o campo dos possíveis.

E por isso talvez não seja viável Angola saltar de um modelo de corrupção de grau 9 na escala de Richter (usando uma metáfora sismológica) para um modelo de grau 2 (tendo por referência o que se faz nos países menos corruptos do mundo, como julgo serem os países nórdicos). Se calhar é preciso passar por um modelo de grau 6 ou 7 como será o caso português.

Em todo o caso, tenho dúvidas se pelo menos em termos pedagógicos não seria útil para os angolanos recorrer às melhores práticas e modelos que se podem encontrar no planeta, que não são sem dúvida alguma os portugueses. É um problema de cultura e a corrupção e a trafulhice estão profundamente entrenhadas na cultura portuguesa. De tal modo que até parecem coisas normais e positivas.

Luis Trabulo 06.10.2016

Portugal é mau exemplo....bpn, bes, banif

Vitor Leite 06.10.2016

Não foi este governador dp BNA que afirmou que a banca portuguesa era corrupta e financiava o terrorismo? ?? E agora quer aprender com quem nunca viu as verdadeiras asneiras dos bancos portugueses! !! e não falo do verdadeiro terrorismo !!!!!

António Reys 06.10.2016

Escusam de ficar descansados.

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