Banca & Finanças Bancos juntam-se e pedem regulação comum para fintech

Bancos juntam-se e pedem regulação comum para fintech

Paulo Macedo, da CGD, sublinha que os bancos não podem ficar apenas com os depósitos, que obriga a supervisão, e as fintech atraírem apenas a parte rentável.
Bancos juntam-se e pedem regulação comum para fintech
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 29 de novembro de 2017 às 12:53

Os bancos podem vir a ter mais concorrentes, mas sublinham que a regulação e supervisão não podem ser distintas, segundo indicaram os responsáveis das principais instituições financeiras no Fórum Banca, que ocorreu esta quarta-feira, 29 de Novembro, em Lisboa.

 

"Acho absolutamente essencial e justa" que haja um campo de supervisão comum ao sistema financeiro, opinou Nuno Amado, presidente executivo do BCP. A afirmação é feita depois de ter pedido um "momento de paragem" nas novas regras de supervisão europeia que têm vindo a pender sobre os bancos.

 

Paulo Macedo, que se disse "claramente" favorável às fintech, mostrou que não faz sentido manter a regulação e supervisão no campo da concorrência das empresas tecnológicas como está: "As fintech querem concorrer na parte de pagamentos ou crédito, porque fogem dos depósitos porque implicam capital e supervisão. Querem concorrer na parte que não tem exigências", afirmou o presidente executivo da CGD.

 

No Montepio, José Félix Morgado tem a mesma opinião: "A banca precisa de ter as mesmas condições de negócio que têm alguns potenciais concorrentes". O líder da caixa económica afirmou que a resposta dos bancos tem de passar, também, por "atitude". Licínio Pina, do Crédito Agrícola, defendeu a posição dos bancos tradicionais: podem existir criptomoedas, como a bitcoin, mas haverá sempre dinheiro físico, defendeu. O que o levou a dizer que "a entrada das fintech só será possível se houver bancos".

 

O modelo de negócio dos bancos está a mudar. E com a directiva de pagamentos, que irá abrir a porta de parte da operação bancária a concorrentes, o modelo de negócios vai mudar ainda mais. "É uma reinvenção do modelo de negócio, que seguramente não é o que é até hoje", afirmou António Ramalho. A questão é perceber como será a relação entre os bancos, novos concorrentes e a supervisão.

 

O presidente do Novo Banco crê que a evolução tecnológica "vai permitir aproximar" os bancos, numa altura de redução de margem, de "respostas mais entusiasmantes" que poderão gerar maior encaixe.

 

Antes das declarações dos líderes dos bancos, a vice-governadora do Banco de Portugal, Elisa Ferreira, defendeu que a banca ainda estão está suficientemente preparada para a entrada no sector dos concorrentes tecnológicos.




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