Banca & Finanças Bankinter: “Não estamos a pensar comprar nada em Portugal”

Bankinter: “Não estamos a pensar comprar nada em Portugal”

A prioridade do Bankinter em Portugal é assegurar a rentabilidade. Por isso, o grupo não espera crescimento inorgânico, nem admite investir noutros países. Dolores Dancausa deixa elogios ao país e diz que é um exemplo para a Europa.
Bankinter: “Não estamos a pensar comprar nada em Portugal”
Lusa
Diogo Cavaleiro 25 de janeiro de 2018 às 11:25

"Não estamos a pensar comprar nada em Portugal". María Dolores Dancausa, que lidera o espanhol Bankinter, recusa qualquer interesse no crescimento por fusões e aquisições em Portugal, onde está desde 2016, ano em que comprou o negócio bancário do Barclays.

Questionada na conferência de imprensa, que se realizou esta quinta-feira 25 de Janeiro em Madrid, Dolores Dancausa afirmou que o interesse é "rentabilizar" a operação nacional.

O lucro do grupo espanhol foi de 495 milhões de euros, sendo que o resultado líquido obtido na sucursal portuguesa foi de 22,9 milhões de euros. Antes de impostos, o resultado da operação portuguesa, presidida por Alberto Ramos, foi de 31 milhões.

Tendo esta perspectiva de amadurecer o mercado português, o Bankinter também não prevê investir noutros países.

Em Espanha, também não há vontade de crescer por vias inorgânicas, tendo em conta que, na opinião de Dolores Dancausa, a "consolidação do sector está terminada". Nem mesmo em negócios específicos, como na banca privada, há interesse em compras, garantiu a banqueira.

 

Elogios a Portugal

A presidente do Bankinter, María Dolores Dancausa, lançou vários elogios à operação portuguesa do banco, mas também à economia portuguesa.

Na conferência de imprensa de apresentação de resultados de 2017, a líder do Bankinter referiu que a economia portuguesa se comportou "muito bem" na saída da crise, falando, por exemplo, na redução do nível de desemprego.

"Está a ser um exemplo para muitos países europeus", frisou Dolores Dancausa em Madrid, referindo também a eleição do ministro das Finanças, Mário Centeno, para presidente do Eurogrupo, o grupo que junta os responsáveis pela pasta das Finanças da Zona Euro.

 

Catalunha tem de ter solução

Os elogios não foram apenas para Portugal. Também a Catalunha, cuja independência face a Espanha tem sido uma luta política, foi alvo de palavras por María Dolores Dancausa. "A Catalunha é muito importante. Representa 14% do total de negócio. E teve um ano excepcional [para o banco]. É uma referência para Espanha".

Sobre a situação política catalã, ainda a viver o pós-eleições, a líder do Bankinter sublinhou que Espanha será capaz "de encontrar caminhos para recuperar a confiança e a estabilidade política". 




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